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POLÍTICA

Para Piau, criminalizar o caixa dois em campanhas eleitorais é um erro

O prefeito contesta a criminalização do caixa dois e questiona as restrições impostas a financiamento de campanhas

- Por Gisele Barcelos Última atualização: 01/10/2017 - 16:43:38.

Em meio às denúncias de corrupção no processo eleitoral e a crise de imagem dos partidos políticos, o prefeito Paulo Piau (PMDB) contesta a criminalização do caixa dois e questiona as restrições impostas ao financiamento de campanhas. Para Piau, criminalizar o uso de caixa dois em campanhas eleitorais é um erro. “Não tem nenhum partido que não tenha mancha. Não tem nenhum político nesse país que não tenha feito caixa 2. Não tem nenhuma eleição que não tenha caixa 2, seja para sindicato, cooperativa, Conselho Tutelar. É um erro criminalizar o caixa dois, como está sendo feito por aí”, declarou Piau em entrevista a jornalistas na última semana, sem especificar se também utilizou a prática.

O prefeito defende que é necessário oferecer estrutura para o desenvolvimento do processo eleitoral. Entretanto, ele argumenta que os candidatos estão em situação complicada porque as empresas estão proibidas de doar recursos para o custeio das campanhas e o financiamento público não foi aprovado. “Brasil não quer gastar dinheiro com democracia. Empresa não pode colaborar e também não pode ter recurso público para custear as eleições. Vamos voltar à Câmara dos Lordes na Inglaterra. Só os ricos vão conseguir se eleger. É uma deformação total”, contesta.

A criação de um fundo eleitoral para financiar campanhas eleitorais está em discussão na Câmara dos Deputados, mas ainda não houve acordo e a votação do projeto vem sendo adiada. Os parlamentares correm contra o tempo para aprovar as mudanças porque, para valer já nas eleições de 2018, elas precisam ser aprovadas até o dia 6 de outubro, um ano antes do pleito. Diante da proibição de doações empresariais, os políticos têm interesse em achar uma saída para bancar as campanhas.

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