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POLÍTICA

Deputado tucano sai em defesa de Aécio e desqualifica fala de delator sobre Furnas

Deputado federal Caio Narcio desqualificou a insinuação da participação do senador Aécio Neves em recebimento de propina

- Por Marconi Lima Última atualização: 29/08/2015 - 22:44:52.

O deputado federal Caio Narcio (PSDB) desqualificou a insinuação da participação do senador Aécio Neves (PSDB) em recebimento de propina no caso que ficou conhecido como a “Lista de Furnas”. O assunto ganhou repercussão depois que o doleiro Alberto Youssef citou o nome de Neves, esta semana, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na Petrobras.

De acordo com Caio, Youssef não afirmou que Aécio teria recebido propina, mas que apenas ouviu falar e de uma pessoa que já morreu. O parlamentar tucano se referia ao ex-deputado federal do PP do Paraná José Janene, morto em 2009. “O que se fala é da Lista de Furnas, uma fraude comprovada, cujo autor está preso por estelionato e que criou a tal lista para chantagear políticos. O que acontece é que o governo federal, atolado em denúncias de corrupção, quer levar todo mundo para a vala comum”, disse Caio.

Segundo o doleiro, Aécio também teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas, a empresa Bauruense, entre 1994 e 2001. Youssef alega ter ouvido do próprio Janene, “pessoalmente, e por mais de uma vez, que dividia uma diretoria de Furnas com o então deputado Aécio Neves, do PSDB”. Ele garantiu que a Bauruense repassava mensalmente 100 mil dólares apenas para o PP. Questionado, o doleiro declarou ainda, “por ouvir dizer”, que “uma irmã de Aécio Neves era a operadora do PSDB”.

A Lista de Furnas teria origem na tentativa de Dimas Toledo (ex-diretor de Furnas) de manter o cargo onde operava o esquema de corrupção. Indicado durante o governo FHC, ele queria ser mantido no governo Lula. De posse da lista feita por Dimas, caberia ao lobista Nilton Monteiro (esse preso em Minas Gerais) pressionar políticos pela manutenção do diretor. O fato é que ele continuou em Furnas e só deixou a diretoria depois que estourou o escândalo do mensalão. Segundo os dados da lista, os tucanos arrecadaram um total de R$39,9 milhões junto a fornecedores de Furnas no período em que a diretoria de engenharia era ocupada por Dimas.

O deputado Caio Narcio ainda destacou que é a favor da investigação de quem quer seja. Mas ressaltou, mais uma vez, que o que existe contra o senador Aécio Neves ainda é muito frágil. E atacou o ex-ministro José Dirceu. “Acho que, pela primeira vez na história do Brasil, um preso foi preso novamente”, destacou, em referência ao ex-ministro, que cumpria pena domiciliar em Brasília e depois foi preso novamente, conduzido a Curitiba, para prestar esclarecimentos à Justiça na operação Lava-Jato.

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