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Deputados temem que certificação possa prejudicar produtores de queijo artesanal

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30/06/2022 - 00:00:00. - Por Gisele Barcelos

Secretário estadual de Agricultura, Thales Almeida Fernandes, foi sabatinado ontem na Comissão de Agropecuária da Assembleia, cujo presidente é o deputado Heli Grilo (Foto/Clarissa Barçante)

Regras para produtos de origem animal geraram questionamentos e marcaram sabatina ao secretário estadual de Agricultura, Thales Almeida Fernandes, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nessa quarta-feira. Uma das preocupações são os impactos da lei federal que exige que as propriedades onde são produzidos queijos artesanais sejam certificadas como livres de tuberculose e brucelose.

Conduzindo a reunião, o presidente da Comissão de Agropecuária e Agroindústria, deputado Heli Andrade (União), argumentou que a falta de certificação deverá impedir a comercialização do produto a partir de julho deste ano, mas nenhum produtor mineiro possui ainda o documento correspondente.

Por isso, o parlamentar aproveitou para cobrar uma posição do secretário. “Essa é a casa do produtor, o local dele reclamar e reivindicar. Eu, como presidente dessa Comissão e defensor do setor produtivo, estou lutando para dar segurança ao homem do campo e sustentação para que ele possa continuar produzindo. Errados são aqueles que não veem que o setor produtivo é que carrega este país e que, se não fosse ele, o Brasil já tinha quebrado”, destacou o deputado.

De acordo com o titular da pasta em Minas Gerais, a orientação no Estado tem sido de que exames de tuberculose e brucelose – feitos duas vezes ao ano nas fêmeas reprodutoras – podem substituir a certificação e garantir o registro e a comercialização dos produtos. Ainda segundo o convidado, um regulamento específico nesse sentido já estaria em discussão.

Os avanços na regularização da produção de queijo artesanal em Minas Gerais, bem como o incentivo ao setor, também foram citados pelo secretário de Agricultura na reunião. Ele lembrou que três novas microrregiões de produção foram reconhecidas ao longo do atual governo: Serra da Piedade, Ibitipoca e Diamantina. Além disso, o titular da pasta apontou que outro produto artesanal mineiro que está recebendo nova regulamentação é a cachaça. 

 

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