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Audiência na Assembleia pede providências no caso de drone no evento de Lula em Uberlândia

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28/06/2022 - 00:00:00. - Por Gisele Barcelos


Comissão de Direitos Humanos debate a ação de violência política contra as pessoas presentes no evento do ex-Presidente Lula e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, em Uberlândia (Foto/Clarissa Barçante/ALMG)

Sem participação dos delegados à frente da investigação, os parlamentares da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais discutiram, ontem, o episódio do drone que despejou líquido malcheiroso ainda não identificado sobre apoiadores do ex-Presidente Lula e de Alexandre Kalil, durante evento político em Uberlândia.

Na reunião, foram aprovados requerimentos para solicitar ao Ministério Público Federal que informe o resultado da perícia do líquido que foi lançado pelo drone, seja veneno ou fertilizante.

A comissão também pediu que o drone apreendido não seja liberado, porque se trata de equipamento utilizado em ato criminoso, e até requereu que o aparelho seja periciado como parte da verificação do que foi lançado sobre as pessoas durante o evento em Uberlândia.

Os delegados de Uberlândia responsáveis pela investigação, Luciano Santos e Ana Cláudia Passos, foram convocados para participar da reunião, mas não compareceram. Com isso, as informações sobre o andamento do caso foram repassadas pela advogada Joana D’arc de Castro, que representa as vítimas.

Segundo a advogada, três vítimas atingidas pelo drone vão pedir na Justiça indenização por danos morais de dez salários mínimos, cerca de R$121 mil, pelo ataque. “Estamos com uma ação na 6ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia. Pedi para que a ação tramite em segredo de Justiça porque uma das vítimas está com medo porque falou que eles são criminosos, que, de fato, são”, disse.

Além da indenização, a advogada das vítimas pediu, por meio da Comissão, que sejam enviados requerimentos aos Ministérios Públicos Federal e Estadual para que as imagens do ataque que tenham relação ao crime sejam retiradas das redes sociais e que resguardem os direitos das vítimas. À Prefeitura de Uberlândia foi solicitado que seja feita uma busca ativa das pessoas presentes no evento e que foram atingidas, para o acompanhamento da saúde das vítimas. 

 

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