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Baccheretti: leitos de Covid-19 são ocupados prioritariamente por não vacinados

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14/01/2022 - 00:00:00. - Por Bruno Campos Última atualização: 14/01/2022 - 07:17:56.

Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, enalteceu a eficácia da vacinação para conter um possível novo colapso da rede hospitalar devido à Covid-19. O titular da pasta voltou a afirmar que o avanço da vacinação é responsável pela estabilidade do quadro atual em Minas Gerais, onde há uma crescente explosão no número de casos, que não está gerando reflexo semelhante nas internações na rede hospitalar, bem diferente do momento vivido na mesma época no ano passado. Baccheretti ainda pontuou que, proporcionalmente, o número de não vacinados que estão ocupando esses leitos é bem maior do que o de vacinados.

"Como a população em geral está vacinada, temos muitas pessoas vacinadas (internadas). Lembrando que a vacina não protege só da doença, protege também casos graves. A enfermaria seria então os não graves, que não foram para o CTI. O que sabemos, na proporção, é que quem não tomou a vacina, a chance é bem maior de ir para a CTI e vir a óbito. Os não vacinados, na proporção da população que não tomou vacina, é bem maior o número de internação", elucida.

Portanto, Baccheretti afirma que enquanto há vacinados ocupando os leitos, estes são uma quantidade menor de pacientes quando comparado a quantidade de não-vacinados. O dado levantado pelo chefe da pasta da saúde informa que em municípios onde apenas 4% da população não aderiu à vacina, por exemplo, dentro dessa porcentagem há mais pessoas internadas do que dentro dos 96% vacinados do público alvo.

Outro ponto levantado pelo secretário a respeito da ocupação dos leitos é referente ao período de internação. Um dos grandes problemas enfrentados em março e abril do último ano, era o longo período em que os pacientes ficavam internados, consequentemente, ocupando estes leitos. Ao longo do último pico pandêmico, houveram inúmeros relatos de pessoas que perderam suas vidas aguardando que uma das camas fosse desocupada. Hoje, entretanto, o que temos são internações em um período de tempo menor. "É uma doença que está durando menos por causa da vacina, ou seja, o leito está rodando mais rápido", aponta o secretário.

Para secretário, vacinação evita estrangulamento da Saúde em MG

O secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, voltou a falar sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 nessa quinta-feira, em entrevista coletiva na capital mineira. Na análise dele, apesar da “explosão” de casos, o panorama da pandemia em Minas Gerais ainda é controlável, já que a maioria dos testes positivos não evolui para sintomas graves que exijam atendimento hospitalar de emergência.

Baccheretti esclareceu que os sinais de aumento de pacientes com Covid-19 não se traduzem, necessariamente, no aumento da taxa de ocupação dos leitos no Estado. Isso porque é possível perceber menor morbidade nas novas infecções, ao contrário do que foi visto nos cinco primeiros meses de 2021.

“Quando estamos em números muito baixos, qualquer aumento, mesmo que pequeno, dá uma proporção grande. A gente chegou a ter muitos pacientes internados no Estado e estamos longe disso. Hoje, nós temos cerca de quase 300 pacientes internados em UTI Covid, supostamente. Se dobrarmos isso, chegaremos a 600 pacientes, e ainda é um número muito longe do que já vivenciamos em março e abril de 2021. Nossa expectativa ainda é muito positiva em relação à nossa saúde pública hospitalar aguentar o aumento de casos”, declara Fábio Baccheretti.

Nesta analogia, para o secretário, a grande responsável pelo enfraquecimento da letalidade do vírus é a vacinação. Durante a coletiva, ele fez a comparação ao quadro atual brasileiro do que enfrentou a Europa há alguns meses. A diferença apontada é que, no Velho Continente, a variante Delta foi substancialmente nociva, enquanto por aqui “nem fez cosquinhas”.

“Quando olhamos a África do Sul, Inglaterra, países com queda na transmissão, vemos que eles atingiram o pico e mesmo assim [o panorama] não se compara com o que foi vivenciado sem a vacina. Não deve haver surpresa aqui. Devemos vivenciar quadros muito parecidos com os países europeus. Vamos lembrar que os países europeus tiveram a quarta onda pela Delta, e a gente não teve isso. A Delta aqui não fez cosquinha, mas lá aumentou a ocupação de leitos. Nós ‘só’ temos a Ômicron, então não temos a expectativa negativa”, finalizou o responsável pela pasta estadual. (Luiz Henrique Cruvinel)

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