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POLÍTICA

Estado paga Saúde e Segurança dia 15; os demais setores não têm data

02/06/2020 - 00:00:00. - Por Gisele Barcelos

Apenas servidores estaduais da área da Saúde e da Segurança Pública têm previsão para receber salários este mês. Em audiência ontem na Assembleia Legislativa de Minas, o secretário-geral da Governadoria do Estado, Mateus Simões (Novo), informou aos parlamentares que o pagamento do grupo está programado para dia 15 de junho, mas não há perspectiva quanto ao restante do funcionalismo.

De acordo com o secretário-geral, a pandemia de Covid-19 não só anulou o que o Estado arrecadou a mais nos três primeiros meses de 2020, mas também tem causado uma perda real de arrecadação. “Ficará R$3 bilhões abaixo do previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada no ano passado”, afirmou. Simões enfatizou que há uma sequência de prioridades estabelecidas pelo governador nesse contexto: recursos para enfrentar o coronavírus, em primeiro lugar; seguido do pagamento de servidores da Saúde e da Segurança Pública, que estão na linha de frente do combate à pandemia; e, só depois, pagamento dos outros servidores do Executivo e repasses constitucionais a outros poderes.

Para concluir os outros pagamentos e repasses, o secretário-geral afirma que é necessário cerca de R$1 bilhão. Ele relatou que isso só será possível com receita extraordinária e acrescentou que a primeira parcela da ajuda federal, caso ocorra neste mês, poderá minimizar a situação, mas ainda faltarão mais de R$200 milhões. Ainda de acordo com Simões, o Estado já contingenciou 49% de todo o custeio, estando com um funcionamento mínimo. “Isso tudo nos mostra o desafio do fluxo de caixa para este mês e os seguintes”, afirmou. Ele concluiu que a situação exigirá sacrifícios de todos, incluindo os outros poderes.

Na audiência, os parlamentares questionaram sobre a renegociação de empréstimos consignados para o funcionalismo, dado o contexto da pandemia. O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, manifestou que o governo procurou instituições financeiras para minimizar o impacto e agora cada servidor deve procurar a instituição financeira para verificar sua situação. “Demandamos a suspensão no pagamento, a dilatação no prazo e a redução dos juros”, afirma.
 

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