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Uberaba, 15 de setembro de 2019 -

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POLÍTICA

Usina solar pode reduzir em 13% gastos da Prefeitura com energia

Com investimento de R$62 milhões a ser feito por parceiro ao longo de 26 anos de concessão, a economia pode chegar a R$68 milhões para o município

11/09/2019 - 00:00:00. - Por Thassiana Macedo Última atualização: 11/09/2019 - 17:44:43.

Jairo Chagas


Audiência pública ontem reuniu empresários, autoridades e representantes da comunidade no anfiteatro da Prefeitura

Realizada ontem, com a presença de empresários, autoridades e comunidade uberabense, a audiência pública sobre a Parceria Público-Privada (PPP) que trata da construção da usina fotovoltaica em Uberaba. A consulta pública, aberta no dia 20 de agosto, vai continuar recebendo dúvidas e sugestões. A população pode enviar contribuições pelo e-mail cgp@uberaba.mg.gov.br até o dia 20 de setembro. Os estudos foram produzidos em seis meses pelo Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC) e pela Innova Energy.

Durante a audiência, o diretor-executivo do instituto, Leonardo Santos, apresentou os principais pontos da avaliação e viabilidade do projeto. Segundo ele, o projeto contempla a construção de três usinas fotovoltaicas de cinco megas, com investimento da ordem de R$62 milhões por meio da PPP. O tempo de concessão é de 26 anos, sendo um de construção das usinas e 25 de efetiva geração de energia. Leonardo Santos explicou que a demanda elétrica da Prefeitura é de pouco mais de cinco milhões de kWh por mês, o que representa gasto mensal de R$2,7 milhões com energia. Porém, os altos níveis de irradiação solar sobre o município permitem que este seja um investimento com potencial gerador de economia significativa.

Entre os benefícios para o município, o diretor da IPGC destacou economia nos gastos com energia da ordem de R$227 mil por mês e R$68 milhões ao final da concessão, o que representa uma economia global de 13%; redução da dependência em relação à distribuidora; redução nos custos de investimentos; ganho em eficiência, e investimento inicial por conta do parceiro privado, entre outros.

Para a população, haverá a possibilidade da alocação de recursos para outros fins; redução da emissão de gás carbônico; geração de emprego e renda; desenvolvimento econômico etc. Para a iniciativa privada, Leonardo Santos elenca Taxa de Retorno Atrativa (TIR) de 13%; possibilidade de atender às demandas do mercado privado; ganho em escalas de 15MWP, por se tratar de demanda previsível com remuneração fixa. 

Economia pode ser redirecionada para ações de outros setores da administração. O assessor de Assuntos Estratégicos Regionais, Glauber Faquineli, integrante do Conselho Gestor de PPPs, reforça que a participação dos cidadãos é muito importante até o final da consulta pública que vai até dia 20. “O que a Prefeitura está buscando é ter no mínimo 10% de desconto no valor que é gasto com energia elétrica. Digo no mínimo, porque no processo licitatório esse desconto certamente será aumentado, em função da competitividade de preços. Esse dinheiro é da Fonte 100, ou seja, do caixa da Prefeitura. Se eu deixo de pagar 10% com energia, posso gastar isso com outras atividades de interesse público, sendo revertido em ações sociais ou educacionais, por exemplo”, ressalta o assessor. 

Para o prefeito Paulo Piau, presidente do Conselho Gestor de PPP, encerrado o prazo da consulta pública, o próximo passo é a conclusão do Termo de Referência pela IPGC para produzir o edital de licitação. “A nossa expectativa é de que até dezembro possamos fechar o processo, se não houver nenhum questionamento jurídico, para, no início de 2020, já termos um ganhador conhecido para efetivamente começarmos a implantação da usina fotovoltaica”, avalia.

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