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POLÍTICA

Professores da rede estadual são contra a municipalização de escolas estaduais

Reunião da categoria ontem indica que a divisão de prédio com o município é bem-vinda, mas a municipalização é vista com receio

23/08/2019 - 07:15:16. - Por Gisele Barcelos Última atualização: 23/08/2019 - 17:33:37.

Jairo Chagas

Professores da rede estadual aceitam a divisão de prédio com o município, mas são contrários à municipalização de escolas estaduais. A declaração é da coordenadora regional do SindUte, Maria Helena Gabriel, que se reuniu ontem com educadores para discutir o assunto.

De acordo com Maria Helena, a proposta de municipalização representaria prejuízos aos profissionais que trabalham nas unidades atingidas pela medida e não houve qualquer garantia sobre de aproveitamento dos professores efetivos do Estado.

Com isso, a sindicalista argumenta que os educadores ficaram sem respaldo. “Conversei com a secretária municipal de Educação, Silvana Elias, e ela disse que isso seria uma preocupação do Estado. Agora como ficam os trabalhadores da Educação da rede estadual nesse processo?”, questiona.

Maria Helena ainda salienta que a categoria é favorável à coabitação do Estado e município no mesmo espaço, mas ressalta que a questão não pode ser feita por imposição. Segundo ela, é necessário ouvir os diretores das escolas e tomar decisões com base no diálogo.

Além disso, a sindicalista posiciona que aguarda uma resposta definitiva da Secretaria de Estado de Educação nesta sexta-feira (23) sobre a solicitação feita pela Prefeitura. A partir disso, a categoria vai decidir os próximos passos a serem tomados.

Uma polêmica foi instalada no mês passado, com o vazamento de ofício encaminhado pela Prefeitura à Secretaria de Estado de Educação que solicita a cessão de dois imóveis da rede estadual e propõe a municipalização de outras duas unidades. O ofício abrange a cessão dos prédios da Escola Estadual Geraldino Rodrigues da Cunha e da Escola Estadual Castelo Branco, bem como a municipalização de outras duas unidades da rede estadual (Gabriel Totti e Miguel Laterza), sob a justificativa de ampliação do atendimento a estudantes da cidade.

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