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POLÍTICA

Ministro afirma que eventual ida de Moro para STF fica enfraquecida

Ministros do Supremo Tribunal Federal fazem declarações sobre Moro nesta quinta

11/06/2019 - 16:06:01. - Por Agência Brasil Última atualização: 11/06/2019 - 16:07:18.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta terça-feira (11) que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se encontra “enfraquecido” para ser indicado a uma cadeira na Corte, após reportagem do site The Intercept Brasil sobre diálogos que ele teria mantido com procuradores da Lava Jato em Curitiba quando era juiz.

Para Marco Aurélio, o episódio “não robustece o perfil dele nessa caminhada, ao contrário, fragiliza o perfil”. O ministro acrescentou que também prejudica Moro ele ter sido colocado “numa sabatina permanente”.

“Ele ficará sendo acuado esse tempo todo, até 1º de novembro de 2020 quando o ministro Celso de Mello se aposenta compulsoriamente. Fica desgastado em termos de nome para o Supremo, sem dúvida alguma”, acrescentou Marco Aurélio.

Marco Aurélio também discorre sobre as mensagens publicadas pelo The Intercept. “O juiz dialoga com as partes no processo, com absoluta publicidade, com absoluta transparência. Se admitiria um diálogo com os advogados de defesa? Não. Também não se pode admitir, por melhor que seja o objetivo, não se pode admitir com o Ministério Público”, disse o ministro do STF.

A quinta-feira (11) também contou com declarações do Ministro Gilmar Mendes, do STF, que informou que a Segunda Turma da Corte deve julgar no dia 25 deste mês um habeas corpus (HC). No documento a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede que seja declarada a suspeição do então juiz Sergio Moro no julgamento do caso do triplex no Guarujá (SP).

O argumento central da defesa é o fato de Moro ter aceitado, em novembro, o convite para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro.

O HC foi impetrado no ano passado, e não traz em seus argumentos a troca de mensagens entre o então juiz e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, no Paraná. 

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