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POLÍTICA

Retorno de projeto à pauta é falta de respeito com servidores, diz comissão

Sem nova negociação entre governo municipal e servidores, projeto referente ao reajuste salarial do funcionalismo é incluído novamente na pauta da CMU

19/04/2019 - 00:00:00. - Por Gisele Barcelos

Sem nova negociação entre governo municipal e servidores, projeto referente ao reajuste salarial do funcionalismo é incluído novamente na pauta da Câmara Municipal e categoria mobiliza vereadores em busca de apoio para barrar a votação. 

A proposta foi colocada na pauta da próxima terça-feira (23) e mantém o índice de 8,8% já rejeitado pelos servidores anteriormente. Como não houve nenhum contato com os representantes do funcionalismo para voltar à negociação, uma comissão formada por servidores se reuniu ontem com os vereadores Kaká Carneiro (PR) e Thiago Mariscal (MDB) para questionar a postura do Executivo.

Na reunião, foi elaborado um documento que será encaminhado ao presidente da Câmara, vereador Ismar Marão, para solicitar que o projeto de lei seja retirado da pauta de reunião para que o reajuste possa ser devidamente rediscutido até esgotada a negociação com o governo municipal, como foi prometido em plenário esta semana durante a primeira tentativa de votação do reajuste.

No documento, os representantes do funcionalismo ainda classificam como um “desrespeito à classe” o retorno da proposta para votação, pois “a promessa não foi cumprida pelo Executivo”. O ofício é assinado pelos servidores Renato Mendonça Ribeiro, João Evaristo Borges, Ranne Cassia Miranda e Diego Carvalho Ribeiro.

O vereador Kaká Carneiro, que tentou pedir vistas do projeto para dar prazo à nova rodada de negociação e foi negado, lembra que o líder do prefeito, vereador Rubério dos Santos, teve o pedido de sobrestamento aprovado, sob a condição de que novas tratativas sobre o reajuste seriam feitas pelo Executivo. Além disso, ele ressalta que o próprio secretário de Administração, Rodrigo Vieira, garantiu a continuidade das conversas. “Até o presente momento não houve essa reunião e o projeto já está incluído na pauta”, contesta.

O parlamentar ainda argumenta que, com a votação na terça-feira (23), não haveria tempo hábil para a nova reunião com o governo municipal e nem para realizar uma assembleia para apresentar o resultado das negociações ao restante dos servidores.

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