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Uberaba, 20 de setembro de 2021 -

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Bebê de um ano apanhou até a morte por defecar muito e chorar à noite em Montes Claros

Maria Valentina foi encontrada morta na casa da família; Polícia Civil concluiu que a criança foi estuprada e assassinada

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26/07/2021 - 14:56:41. Última atualização: 26/07/2021 - 14:56:48.

 A pequena Maria Valentina, de apenas um ano e dois meses, foi espancada por chorar durante a noite e por defecar muito na noite de 5 para 6 de julho. A menina ainda pode ter sido abusada sexualmente pelo pai antes de morrer em casa em Montes Claros. Essa foi a conclusão do inquérito da Polícia Civil que indiciou os pais dela, um homem de 36 anos e uma mulher de 28, pelo crime. 

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (26), o delegado Bruno Rezende, afirmou que a mãe contou que agrediu a filha pelo menos cinco vezes com murros e socos porque a criança chorava durante a madrugada do crime, no início de julho. A mulher disse que bateu por que queria que a filha dormisse. O pai negou as agressões, mas a mulher disse que o companheiro também bateu na criança e que ela viu ele fazer movimentos debaixo da cobertas aparentemente estuprando a filha. 

Maria Valentina morreu justamente em decorrência de espancamento. Ela teve costelas quebradas, lesões na alça intestinal e dilaceração no ânus. Segundo os relatos dos outros filhos do casal, o delegado conta que ficou claro para a polícia as constantes agressões sofridas pelas crianças. Inclusive um deles chegou a afirmar, durante o depoimento, que ficava sem saber se os pais gostavam dele porque eram constantes as agressões. Era comum também os dois saírem e deixarem as crianças sozinhas para usar drogas. As atitudes do casal foram caracterizadas como maus-tratos e abandono de incapaz com frequência. Rezende ainda contou que a menina sequer tinha uma certidão de nascimento o que demonstra o descaso dos pais com ela.

Os pais, a vítima e outros três irmãos dela dormiam no mesmo quarto e duas camas de solteiras que eram juntadas. O delegado informou que as lesões no ânus demonstram que a menina pode ter sido estuprada com conjunção carnal ou com algum objeto introduzido nela.  O delegado afirma que há informações de que a criança defecava muito e usava muita fralda. A mãe perdia a paciência com isso frequentemente. Segundo o delegado não há índicios de que outros filhos tenham sido estuprados. 

Maria Valentina foi encontrada morta no dia 6 de julho, quando a mãe pediu socorro na rua para a menina. Na data, o pai fugiu do local. Ele disse aos policiais que tomou uma cachaça em um bar e saiu em um mototáxi, já que tinha passagens pela polícia e ficou com medo. 

No dia do crime, a mãe contou aos militares que trocou a fralda da criança, deu mamadeira a ela e a colocou para dormir, durante a madrugada. A suspeita disse que também dormiu. Na manhã do mesmo dia, ela disse ter sido acordada pelo seu pai, que é avô materno da criança, dizendo para ela que a neta estava morta.

A mulher saiu para a rua com a filha no colo pedindo para que chamassem a polícia, pois a menina estava morta. Os militares foram acionados para o local por vizinhos e levaram o corpo da criança para o Instituto Médico Legal (IML) de Montes Claros.

Como o pai da criança tinha foragido, a Polícia Militar montou uma operação para procurá-lo. O suspeito foi encontrado, já no fim da noite, no bairro Monte Carmelo, onde a irmã dele mora. Ele caminhava pela rua e, ao ver os policiais, tentou fugir e resistir a prisão, mas foi contido. Segundo a Polícia Militar, o homem contou com a ajuda de três familiares para se esconder.

A suspeita já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas, receptação e abandono de incapaz. O homem já tinha sido condenado por estupro de vulnerável e tem passagens por ameaça, lesão corporal, furto, dano, roubo e homicídio.

Os dois foram indiciados por homicídio qualificado - por impossibilidade de defesa da criança, feminicídio - pela criança do sexo feminino ser parente deles, abandono de incapaz, maus tratos e estupro. Somadas as penas podem chegar a 48 anos de prisão, caso o casal seja condenado. 

*Com informações de O Tempo

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