JM Online

Jornal da Manhã 47 anos

Uberaba, 31 de maio de 2020 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

POLÍCIA

Padrasto é acusado de espancar criança até a morte

A mãe da criança foi levada à presença da autoridade policial para esclarecimentos

07/04/2020 - 15:41:10. Última atualização: 08/04/2020 - 07:33:48.

Morreu nesta madrugada no Hospital de Clínicas da UFTM (HC-UFTM) uma menina de quatro anos, vítima de agressões. A principal suspeita é que o padrasto seja o autor dos ferimentos. Ele foi preso em flagrante e a mãe da garotinha foi conduzida para prestar esclarecimentos.

Segundo o registro da ocorrência, a mãe, de 22 anos, contou à Polícia Militar que trabalha fora o dia todo e que deixou a criança com o padrasto, de 23 anos. Ela trabalha em um supermercado das 8h às 16h.

Ao chegar em casa, encontrou a filha dormindo e, ao acordá-la, percebeu que a criança tinha manchas no corpo na região do abdômen. Ainda de acordo com relatos da mãe, a menina reclamou de dores na barriga após tomar um copo de água.

Em seguida, segundo conta no boletim da polícia, a criança foi ficando com tom de pele roxa e começou a desfalecer. Então, a mãe relata ter pedido ajuda a um vizinho, que a levou com a criança e o padrasto ao Hospital da Criança, por volta de 18h de ontem (6).

No Hospital da Criança, a menina foi atendida e a equipe médica percebeu sinais de agressão física, comentado com os responsáveis sobre a possibilidade de acionamento do Conselho Tutelar. Consta no boletim de ocorrência que neste momento o homem demonstrou um certo nervosismo. O registro da ocorrência ainda frisa que a Polícia Militar não foi acionada nem por equipes do hospital nem por parentes da criança.

Diante da gravidade dos ferimentos a menina foi transferida ao Hospital de Clínicas da UFTM, local onde recebeu cuidados, mas faleceu poucas horas depois.

O HC-UFTM acionou a PM e relatou que a menina estava com lesões físicas externas aparentes e em órgãos internos e que o óbito se deu devido à gravidade das lesões. Embora não confessado, o episódio era indicativo de homicídio. O médico legista foi acionado para realizar o laudo médico, que esclarecerá sobre a causa da morte.

Ao ser questionada pela polícia sobre a rotina, a mãe da criança apresentou duas versões. A princípio contou que a menina tinha ficado na casa dos avós, mas a versão foi desmentida pelos parentes, que confirmaram que, em verdade, a criança ficou com o padrasto.

A mulher então disse que tentou proteger o companheiro, já que em casos como este “a culpa cai sempre naquele que não é da família”.

O padrasto foi localizado pela PM e confirmou que passou o dia com a criança sob seus cuidados. Quando perguntado como era a relação com a menina, apresentou relatos controversos e negou ter praticado qualquer abuso contra a criança.

Durante diligências sobre a família, os militares encontraram no CEMEI Tutunas, que a criança frequentava, relatórios apontando possíveis violações aos direitos da vítima praticadas pelo casal.

O homem contou que é usuário de drogas, que não trabalha regularmente e que tem hábito de ficar no computador até a madrugada.

Uma testemunha contou que ouviu a criança nos últimos dias chorando muito e que não tinha certeza de possíveis abusos, por esta razão nunca acionou a polícia.

Os militares apreenderam de maconha, uma munição e os celulares do casal para investigações.

De acordo com informações da polícia, o homem foi preso em flagrante delito pelo cometimento de homicídio, “embora não haja até o presente momento elementos de convicção de participação da mãe no crime de homicídio, sua omissão é notável”, destaca o documento policial.

Os envolvidos foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil.

Leia mais

DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia