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"Rogério Ceni tem uma parcela de culpa", afirma Dedé sobre a atual queda do Cruzeiro

Zagueiro disse que durante a passagem de Rogério Ceni pelo Cruzeiro deixou no banco 'medalhões' como Thiago Neves, Egídio e Robinho.

26/05/2020 - 17:45:28. Última atualização: 26/05/2020 - 17:48:46.

Foto/Reprodução

Dedé disse ainda que "um dos maiores erros do Rogério foi achar que, por idade, os jogadores não renderiam como ele queria. Isso foi um passo errado”

O zagueiro Dedé, do Cruzeiro, comentou sobre o breve período em que Rogério Ceni foi o técnico da equipe mineira em 2019 durante entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN. Para o atleta, o ídolo do São Paulo também tem sua parcela de culpa no rebaixamento sofrido pelo time ao final da temporada, e apontou o que considera ser um erro do treinador: escalar os jogadores de acordo com a idade.

"Eu acho que a situação do time dar uma descida, também tem uma parcela de culpa do Rogério Ceni. Ele teve muitas oportunidades. . Não estou cornetando e nem falando mal dele. Mas ali não era só o trabalho tático e técnico do treinador. Tem o psicológico também. E estava muito inflamada essa situação psicológica", opinou Dedé.

"Um dos maiores erros do Rogério foi achar que, por idade, os jogadores não renderiam como ele queria. A gente teve um jogo que acho que foi maravilhoso, foi o jogo para a gente dar a arrancada, que foi contra o Santos, com o Sampaoli fazendo um dos melhores trabalhos, batendo em todo mundo. Fizemos um excelente jogo e ganhamos de 2 a 0, sem sustos", recordou o zagueiro, sobre a partida que marcou a estreia de Rogério como técnico do Cruzeiro.

"Logo após isso, acho que foi uma das coisas que o Rogério Ceni falhou. Não teve discussão minha com ele e nem de ninguém (sobre as mexidas na equipe). Isso foi deixando os jogadores mexidos com a situação. Acho que foi um passo errado dado pelo Rogério. Se soubesse uma forma de conduzir a situação, daria mais certo", apontou. Durante a passagem, Rogério deixou no banco 'medalhões' como Thiago Neves, Egídio e Robinho.

Ainda assim, o zagueiro garante ter feito o máximo pelo técnico. "Como ele queria muito a velocidade, ele colocou na cabeça que não dava para jogar, por exemplo, Henrique e Ariel, dois jogadores mais lentos e cadenciados. E eu entendo a forma dele, tanto que dei a vida pelo Rogério Ceni no Cruzeiro, mas, no meu modo de pensar, acho que isso é avaliado por performance. Jogador que estiver dando a resposta, acho que é a chance do jogador", afirmou Dedé.

Ainda assim, Dedé apostou que Rogério terá uma grande carreira como técnico. "Eu tenho certeza que o Rogério vai crescer muito no futebol analisando algumas situações que ele cometeu no Cruzeiro. A gente aprende muito. Ele sabe o quanto eu me dediquei em prol do trabalho dele", finalizou o defensor.

 

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