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Uberaba, 02 de junho de 2020 -

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ESPORTE

Futebol brasileiro tenta salvar 156 mil empregos durante a crise do coronavírus

Grande parcela da força de trabalho que vende alimentos e bebidas nos estádios, os ambulantes estão parados pela falta de jogos e esperam a retomada do calendários das partidas

05/04/2020 - 10:55:45. - Por Agência Estado Última atualização: 05/04/2020 - 10:56:30.

Foto/reprodução


Segundo o estudo da CBF, os funcionários de clubes de futebol representam 33% dos 156 mil empregos gerados pela modalidade no Brasil

Ciro Campos
A pesquisa divulgada no ano passado e feita pela empresa Ernst & Young mostra que o futebol brasileiro em 2018 teve impacto de 0,72% no PIB nacional, ao movimentar R$ 52,9 bilhões. Embora existam salários milionários no meio, a modalidade conta com uma turma bem mais humilde. Para cada jogador empregado, há uma série de outros trabalhadores que também dependem do funcionamento dos times para garantir o sustento das famílias.

ATENÇÃO ESPECIAL AOS MAIS HUMILDES
Enquanto negociam com os elencos para reduzir salários e evitar prejuízos durante a pandemia, os clubes demonstram preocupação justamente com funcionários mais humildes. Quem trabalha nos times profissionais seja na jardinagem, lavanderia, cozinha ou limpeza, têm recebido atenção especial para não ter os empregos colocados em risco em uma época de queda brusca de receitas com bilheteria, cotas de televisão e patrocínios.

CESTA BÁSICA FORÇADA
O Fortaleza criou um programa chamado Rede de Proteção ao Funcionário e se propôs a ajudar os empregados que têm salários mais baixos. O saldo de estoque de produtos alimentícios do clube que não seriam utilizados com a parada do futebol foi transformado em cestas para serem distribuídas aos colaboradores do Fortaleza para evitar desperdício.

AMBULANTES
Segundo o estudo da CBF, os funcionários de clubes de futebol representam 33% dos 156 mil empregos gerados pela modalidade no Brasil. A maior parcela da força de trabalho, 55% do total, atua em estádios em dias de jogos, principalmente na venda de alimentos e bebidas. Esse contingente aguarda o calendário ser retomado para poder voltar a trabalhar.
 

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