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Chore

11/07/2020 - 07:39:50. - Por Ricardo Cavalcante Motta

O choro sempre costuma ser associado à tristeza. As pessoas evitam chorar. Até dizem, "Homem não chora!". Mas, convenhamos, o choro é muito importante, deve acontecer. Às vezes é amargo, outras vezes pode ser doce.

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Certo que quando as lágrimas vertem são o próprio sangue transparente da alma que padece ou que festeja. O choro da dor é de suma importância para não se implodir, não se deve postergá-lo.

Certamente drena um sofrimento profundo, ao modo de equilibrar o corpo e a alma. Tem o choro falso, mas esse não quero abordar, pois choro de fato não é. O que quero registrar é o quanto deve ser considerado o choro da emoção, da alegria, o choro pela gratidão, pela admiração. Esse choro brota de nós quando emerge, lá das profundezas, aquele sentimento maravilhoso, que vem do âmago, e é por isso muito mais intenso que o suave sorriso, solto, superficial e gratuito. Aliás, com todo respeito ao sorriso, que também merece todo apreço e prestígio, mas que, convenhamos, flui mais descomprometido que a lágrima, esta que vem da raiz do sentir humano. É de se assinalar, o choro é menos valorizado do que merece. Portanto, meu caro, reveja seus conceitos e autorize-se a chorar mais.

E que esse choro seja preferencialmente o da emoção e do amor. Que seja mais raro o choro do remorso. Apesar de também ser muito importante pela honestidade do reconhecimento de um erro, pelo arrependimento. É melhor prevenir-se para errar menos e dele pouco precisar. Contudo, se for de acontecer que seja, pois é choro de humildade, de crescimento, de mudança de rota. O importante é que sempre que tenha que chorar, chore. É sublime, é elevado. É sintonia divina como do orvalho ao amanhecer. Experimente isso e então verá como bem mais leve se sentirá.

 


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