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Futuro que se faz presente

10/07/2020 - 07:13:22. - Por João Eurípedes Sabino

Livro: “Bendito objeto sem par / Concebido sob a luz da pureza / Veio para nos ilustrar / Onde está, reluz a beleza”. Eis o que é o livro para mim.

Na última terça-feira (07/07/2020), vivemos um fato inédito em Uberaba. A Biblioteca Pública Municipal Bernardo Guimarães deu a largada para, em processo online, disponibilizar o seu acervo ao público-alvo que se encontra cumprindo o isolamento social ditado pelas autoridades sanitárias. A Academia de Letras do Triângulo Mineiro, como parceira de primeira hora, se fez e fará presente, considerando que, onde estiver o ser humano, o conhecimento será necessário e o livro é o seu portador. Em Webnar, cada um de nós, estando distantes, falamos como se estivéssemos no mesmo recinto.

Fora-me perguntado: como você vê a Biblioteca no contexto atual, em que o público está impedido de frequentá-la presencialmente? Respondi que: entramos num processo de ida sem volta. O livro de papel não vai acabar, mas os caminhos para chegarmos até ele sim, estão em franca evolução e negá-los significa concorrer para frear o curso irreversível que segue a humanidade. Hoje os mais de sete bilhões de habitantes da terra podem ser informados em tempo real e o livro está inserido nesse contexto. Vale dizer que, juntas, nossa Biblioteca Municipal e a Academia de Letras deram um passo decisivo rumo ao futuro que se faz presente!

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Outra pergunta: na sua opinião, a chegada do coronavírus, Covid-19, pandemia, quarentena e outras consequências marcarão a mudança de hábitos, costumes e comportamentos das pessoas, enfim, surgirá uma cultura diferente? Respondi em síntese que: não tenho dúvidas quanto a isso. Só o fato de sabermos que um vírus, invisível a olho nu, pode atacar a todos indistintamente já é um indicativo de mudança. A preocupação com o vírus é global e isso nos impõe mudanças inevitáveis.

Fazendo um contraponto entre a biblioteca à distância com o modus vivendi nosso doravante, imposto pelo coronavírus, não é difícil concluir que nada substituirá o cheiro do livro em mãos, mas os que estiverem impedidos de tocá-lo, poderão fazê-lo pelos canais da tecnologia. A evolução é uma Lei Universal e, se é universal, não há como excluir o livro dos seus ditames. A melhor receita é estar a tom com outras Leis, tais como: adaptação, analogia, equilíbrio, câmbios, causa e efeito, conhecimento, movimento, lógica, retorno, tempo e outras.
“Oh! Bendito que semeia livros à mão cheia / E manda o povo pensar! O livro caindo n´alma / É germe que - faz a palma / É chuva - que faz o mar!” Do poeta Castro Alves - 1870 – Livro “Espumas flutuantes”.

 


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