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Uberaba, 02 de junho de 2020 -

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NEGÓCIO DA CHINA

03/04/2020 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Lembro-me bem de quando um amigo assegurou a um rapaz noivo prestes a se casar: “Você vai fazer um negócio da China!” Caramba! Pois é, amigos, aquele casamento virou um negócio!

Sim, eu era ainda criança – e isso faz um tempão – quando ouvi pela primeira vez esta expressão referindo-se a um acordo muito vantajoso: “negócio da China”. Ela remonta aos primórdios do contato comercial entre ocidente e oriente, e surgiu graças ao crescente interesse dos comerciantes da Europa em buscar mercadorias oferecidas por aquele país. E ao longo da minha vida, tenho tido, como quase todo mundo, bom relacionamento com ótimos negociantes que oferecem “negócios da China”.

Apesar de alguns reclamarem de uns poucos produtos chineses no que diz respeito à qualidade e durabilidade, em geral essas mercadorias têm preço mais acessível. E é surpreendente como os comerciantes conseguem colocar nas prateleiras os mais variados produtos a um precinho camarada. E, diferentemente do que antes acontecia, quase todo produto hoje dura muito menos tempo, independentemente do lugar onde é fabricado.

Estamos convivendo com o novo coronavírus, que, da China, alastrou para o resto do mundo, tornando-se, portanto, uma pandemia. E esse produto foi um negócio da China desastroso para o mundo: há milhares de pessoas infectadas e de óbitos provocados pelo vírus. Mas o vírus não foi fabricado pelos chineses! E muito menos eles pediram para um dia viverem essa situação! Esse é um negócio da China no sentido de os chineses terem sido os primeiros a sofrer com o vírus. E, quando o caso parecia perdido, ergueram dois hospitais de quase mil leitos em apenas dez dias. E aquele país mostrou que o isolamento social e cuidados de higiene podem evitar o contágio. Assim, mesmo com uma população muito grande, eles estão conseguindo sair dessa.

Quem voltou da China, à época da eclosão do vírus, para o país de origem, levou consigo o que podemos chamar de negócio da China. O coronavírus logo chegou aos mais remotos lugares do mundo, incluindo o Brasil. Felizmente, nosso país tem ido mais devagar com os números, mas a Itália, França e Espanha têm número expressivo de infectados e vítimas fatais. Temos feito a nossa parte, respeitando a ordem governamental de isolamento social. Idosos são os que mais padecem com a situação. De minha parte, tomo cuidado: evito sair de casa e sigo as recomendações, como lavar sempre e corretamente as mãos com sabão e evitar tocar o rosto.

E não estou para brincadeira: se algum coronavírus, atentado, chegar perto de mim, é certo que vai morrer estrangulado. No mais, a regra é esta: prevenir. Não vale a pena morrer por uma causa tão pequena quanto essa!

 

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