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Passarinho

No livro O Bem e o Mar, do dileto professor Hugo Prata, ao falar sobre um grilo, com muita sensibilidade

08/02/2020 - 00:00:00. - Por Ricardo Cavalcante Motta


No livro “O Bem e o Mar”, do dileto professor Hugo Prata, ao falar sobre um grilo, com muita sensibilidade sugere como o mundo seria sem realce de vida, até tristonho, se faltassem os sons da natureza. Mesmo do grilo, tão contestado. O som dos sapos no brejo, das cigarras, inclusive dos insetos, geralmente tidos como inconvenientes. Não há de ser esquecido o canto do galo na madrugada, estimulante e emblemático. Geralmente, são destacados o som das águas e do vento com toda sua conjugação a outros elementos. Sim, de fato Deus foi caprichoso ao constituir o mundo. Sob a luz do esplêndido sol, arco-íris, flores, frutos, luar, estrelas, joaninhas, borboletas, colibris, as águas, cores e cores em tanta beleza e harmonia que se torna impossível tudo elencar. Mas, falando em sons, das infinitas maravilhas da terra uma delas me fascina especialmente. Os pássaros. Que criaturinhas mais lindas, interessantes e maravilhosas. Do pardal, passando pelo canário até a majestade o Sabiá, como diria o poeta. E são de uma delicadeza! Podem andar e voar... Espalham sementes, geralmente são coloridos e presentes, vêm até perto de nós. Se há algo que vejo mesmo delicioso é ouvir a saudação dos pássaros à alvorada, valorizando ainda mais a aurora com aquela diversidade frenética de cantos em plena sintonia. Muitos deles são tão pequeninos e surpreendem emitindo notas musicais tão altas e afinadas, com melodias agradáveis e adoráveis. Tanto que de geração em geração repetem o mesmo canto sem jamais enfadar. Sempre tão bem-vindos! E tem melodia para tudo e toda ocasião. Algumas mais alegres, outras nem tanto. Há as mais estridentes e as suaves. Até o pequenino beija-flor emite sons, inclusive pelo movimento das asas. Como são extraordinários esses pequerruchos, que merecem de nós proteção, carinho, cuidado e até gratidão pela alegria que trazem à nossa existência. Se deixasse de ouvir por algum motivo fatal, dos encantadores sons dos pássaros seria do que mais teria saudades, já que pássaro mesmo não posso me tornar. Por isso entendo bem Mário Quintana quando disse: “...Eles passarão... Eu passarinho!”

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