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Filmes de terror

O primeiro grande sucesso no gênero suspense investigativo foi conseguido por Arthur Conan Doyle

04/12/2019 - 00:00:00. - Por Ilcéa Borba Marquez

O primeiro grande sucesso no gênero suspense investigativo foi conseguido por Arthur Conan Doyle, autor das histórias do imortal Sherlock Holmes, a partir de 1887, na Inglaterra. A resposta positiva do público, desde então, ocasionou fatos interessantes: a procura dos leitores pelo famoso endereço - Baker Street nº 21 - fez deste lugar até os dias atuais um museu Sherlock Holmes; numerosas cartas eram endereçadas para o mesmo local inexistente solicitando ao famoso detetive, seus serviços profissionais em inúmeros casos pessoais. Assim, o personagem criado por Conan Doyle saiu da ficção e se tornou real, chegando até mesmo a se confundir com o criador. Esta situação aflitiva levou-o a escrever uma morte para o famoso investigador. A reação do público fiel que acompanhava todos os casos pulicados foi tão forte que o autor o fez reviver num outro conto excelente.

Atualmente, este gênero apresenta grandes dificuldades para um escritor devido ao tamanho das cidades com suas características modernas de urbanização obrigando-os a criar apenas os “serial killer”. Estes, no entanto, atraem poucos leitores.

Ao mesmo tempo, vemos um interesse crescente das novas gerações aos “Filmes de Terror”, cujos títulos e publicidades entopem os canais fechados ou abertos que apresentam filmes. Talvez isso se deva à lacuna deixada pelos primeiros, que, no entanto, não conseguem atrair o mesmo público; ou ainda revele um anseio atual dirigido ao sentimento de medo.

Entre nós brasileiros, a experiência de medo sempre nos acompanha seja nos diversos horários do dia ou noite, em vários lugares e situações quando sós ou acompanhados. A insegurança e o desamparo são constantes em nossas vidas, e, mesmo assim existe esta preferência para repetir o sentimento vivido na vida real nas situações que deveriam servir de intervalo ao dia a dia.

Precisamos compreender melhor o medo. Esta emoção nos proporciona experiências contrárias e extremamente importantes. Pelo lado positivo é sinal de alerta que dispara mecanismos de defesa sempre que um perigo eminente se mostre. No entanto, sendo muito acentuada pode ocasionar paralisação total. A primeira representa movimento e busca de equilíbrio; a segunda, verdadeira vivência do nada. A simples ideia de algo que ameace a segurança ou a vida de uma pessoa dispara um alarme que desperta compostos químicos que criam reações características do medo. Desperta preocupação quando afeta profundamente um indivíduo no plano físico, psicológico e social podendo ser diagnosticado como fobia. Parece-nos que o “Filme de Terror” serve de instrumento para familiarização a esta duplicidade do medo: até quando podemos nos divertir ou não ao experimentá-lo.

(*) psicóloga e psicanalista
e-mail –
ilceaborba@gmail.com

 

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