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Gugu Liberato

Em 22 de novembro deste ano, os médicos atestaram o falecimento do apresentador de TV

26/11/2019 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Em 22 de novembro deste ano, os médicos atestaram o falecimento do apresentador de TV Antônio Augusto Moraes Liberato, o Gugu, dois dias depois de ele sofrer um acidente doméstico: quando tentava regularizar o funcionamento do ar-condicionado do sótão de sua residência, em Orlando, na Flórida, Gugu sofreu uma queda de quatro metros de altura, que provocou traumatismo craniano e o levou a óbito aos sessenta anos. 

Emissoras de televisão abordaram a trágica morte de Gugu Liberato, detalhando as condições do acidente e abordando a vitoriosa carreira do apresentador de televisão. Gugu foi descoberto por Silvio Santos, do SBT, emissora em que viria a atuar por trinta anos antes de se transferir para a Record, emissora em que permaneceu por dez anos, sempre apresentando programas de grande audiência.

Aos domingos, no SBT, o apresentador se mostrava visivelmente feliz ao verificar, na medição do IBOPE, que seu programa estava superando a Globo. Nessas ocasiões em que seu programa batia a concorrente, ele fazia passar na telinha uma pequena animação.

Apesar de algumas brincadeiras de antigos programas terem sido de gosto duvidoso e de Gugu já ter cometido erros graves como apresentador, inclusive perdendo processo na Justiça, várias das brincadeiras do programa caíram no gosto popular.

Após o acidente, Gugu chegou a ser encaminhado ao hospital, para onde se dirigiram também seus familiares, inclusive sua mãe, que estava no Brasil. Notícias sobre o estado de saúde de Gugu tomaram conta da televisão. Nas redes sociais, internautas se encarregaram de anunciar seu falecimento antes da hora – notícia mentirosa que aborrece um bocado.

Gugu, além do cavalheirismo com que tratava a todos, deixou mais um exemplo de solidariedade humana. Uma vez anunciado o seu falecimento, a família fez a doação de todos os seus órgãos, atendendo a um desejo expresso de Gugu, atitude que irá beneficiar cerca de cinquenta pessoas.

Doação de órgãos e tecidos é ato de amor ao próximo e de consciência, pois salva vidas. Por isso esse assunto tem que ser conversado em família. Após a doação, o corpo do doador passa por todos os cuidados necessários para ser reconstituído. Assim, o doador pode ser velado e sepultado normalmente.

Apesar de o Brasil ter excelentes cirurgiões plásticos, a reconstituição de faces e de pele raramente acontece, por falta de doadores. As reservas das famílias quanto à doação se prendem ao fato de a pessoa não ter manifestado, em vida, esse desejo. Essa manifestação é necessária, pois a doação de órgãos não é mais presumida, como era antigamente.

Ficou o bom exemplo de Gugu. A doação de seus órgãos, um gesto humanitário, era um desejo dele que a família soube respeitar e que pode ser imitado por todos nós. Com sua morte, ele se fez “um instrumento de amor, oportunidade e luz”, escreveu família dele.

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