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Políticos... a cara do povo?

Relendo vários artigos meus publicados aqui no Jornal da Manhã, nestes mais de 10 anos

19/09/2019 - 00:00:00. - Por Marco Antônio de Figueiredo

Relendo vários artigos meus publicados aqui no Jornal da Manhã, nestes mais de 10 anos, ainda comungo com a opinião do saudoso professor Selvino Assmann, docente de Filosofia Política na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de que não podemos aceitar a afirmativa de que “os políticos brasileiros são ‘a cara do povo’”.

Continuo pensando que essa classe de animais, possuídos de inteligência, inseridos na raça humana, deveria ser classificada em outra classe dos mamíferos... a dos morcegos!

Vejamos bem: o morcego é um, talvez o único, mamífero que tem a capacidade de voar, possui hábitos noturnos; passa o tempo pendurado de cabeça para baixo em alguma caverna ou outro lugar escuro.

Todos os políticos são mamíferos (em quase sua totalidade continuam mamando nas tetas do tesouro até sua morte, quando não repassam para seus familiares), vivem de cabeça para baixo olhando o próprio umbigo.

Os morcegos não conseguem se lançar no ar como as aves, esse animal necessita se lançar de um lugar alto para poder voar. Por isso, eles usam suas garras para subir nos tetos das cavernas, por exemplo, porque caso necessitem sair voando, já estão na posição ideal.

Não precisamos fazer nenhum esforço para saber que nossos políticos também não conseguem “voar” sem dependurar em outros que estão em lugares mais altos, usando e abusando de suas garras quando cumprem algum mandato ou durante as campanhas, saindo de mansinho e abandonando seus pares e aqueles que os ajudaram a se eleger.

Mas essa onda de descrédito da classe política e as críticas são, na maioria das vezes, culpa nossa, pois nós os elegemos, são escolhidos pelo povo, porém, nem por isto podemos afirmar que os políticos “são a cara do povo”.

Eles podem até ser eleitos pelo povo e denominados como representantes, quando na verdade representam as classes dirigentes, os industriais, os banqueiros, os intelectuais, às vezes os operários, os agricultores, mas o povão... ah!!! A grande maioria é usada como degrau para alcançar a chave do tesouro.

Essa maldita expressão "cara do povo" serve, na verdade, para encobrir a mentira e a corrupção.

As eleições estão chegando. Falta praticamente um ano. Vamos iluminar esse buraco negro que assola a maioria das cidades do nosso país, afugentando todos os “morcegos”, esses mamíferos que hoje sugam tanto o “leite” que alimenta nossos lares como também as riquezas do tesouro público, dizendo não à reeleição. 

(*) Advogado e Articulista

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