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Abelhas

Abelhas são insetos trabalhadores e disciplinados que desenvolvem sociedades em colmeias

10/09/2019 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Abelhas são insetos trabalhadores e disciplinados que desenvolvem sociedades em colmeias altamente organizadas. Em cada colmeia existem três castas: há apenas uma fêmea com os órgãos sexuais completamente formados, a rainha. Já as operárias são maioria, mas não põem ovos. E os machos são chamados zangões. 

As abelhas são conhecidas há mais de 40.000 anos e são os insetos que mais se prestam para a polinização, ajudando singularmente na agricultura, produção de mel, geleia real, cera e própolis.

A rainha põe seus ovos, dos quais nascerão machos e fêmeas. As fêmeas alimentadas com a geleia real, um alimento rico em proteínas, serão rainhas. As outras, que serão operárias, ficarão responsáveis por limpar a colmeia, cuidar das larvas, produzir cera, construir favo, armazenar alimento, proteger a colmeia e coletar material.

Em cada colmeia existem cerca de 80.000 abelhas e cada colônia é constituída por uma única rainha e cerca de quatrocentos zangões.

As abelhas estão desaparecendo. Sem elas, não há polinização. E, sem polinização, não haverá alimentos. E sem alimentos, não haverá vida.

Esse foi o assunto do saudoso professor Erwin Pühler em uma palestra que ele fez na Academia de Letras do Triângulo Mineiro, a convite de Dom Alexandre Gonçalves Amaral. O professor Erwin, que foi escritor e diretor fundador do Colégio Cristo Rei, se mostrou à frente do nosso tempo quando divulgou, há tantos anos, a necessidade de preservação das abelhas.

Ele era um conhecedor considerável da vida desse inseto. E, em várias oportunidades, foi chamado a socorrer a comunidade por causa da invasão de enxames em propriedades. Já relatei nesta coluna o socorro que ele prestou em um clube social invadido por abelhas.

O clube estava lotado e, de súbito, apareceu um enxame de abelhas. Foi uma correria! Chamaram o professor Erwin, que se dirigiu ao local já devidamente paramentado, levando o material específico para lidar com as “meninas”, como ele dizia. E em pouco tempo, professor Erwin colocou todas elas numa caixa apropriada para transportar o enxame.

Não podemos fugir à nossa responsabilidade de zelar pela preservação dos insetos, em especial, das abelhas. Ou o preço da nossa omissão quanto a esse cuidado pode ser muito alto.

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