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Queimadas na Amazônia

Um raciocínio para tentar entender as queimadas na Amazônia: antes, o assunto era abordado num contexto normal

06/09/2019 - 00:00:00. - Por João Eurípedes Sabino

Um raciocínio para tentar entender as queimadas na Amazônia: antes, o assunto era abordado num contexto normal, como acontece nesta época do ano. Hoje, só se fala em queimada, queimada, queimada! Tudo na Amazônia. Poderia ser piada se não fosse trágico. 

Experimente parar na rua e, fixamente, olhar para o céu, de preferência apontando com o dedo indicador. Logo, você será imitado por uma, mais uma e mais uma pessoa, todas olhando para cima, não importando qual. seja a causa. Se alguém der um nome qualquer ao objeto que supostamente está no ar, a legião irreflexiva vai afirmar em coro: “Estou vendo o objeto”. Sem estar vendo nada. Fiz esta experiência dentro da piscina de um clube e o resultado foi.surpreendente!

Assim são as queimadas na Amazônia. Atira-se no que viu para matar o que não viu. Notícias requentadas surgem a toda hora e os que as transmitem tentam a todo custo dar o tom de furo de reportagem. Aliás, toda notícia requentada tem sempre um destino certo.

Minas Gerais, para não dizer de outros Estados, registra “n” focos de incêndios em áreas preservadas e não merecem citações destacadas na mídia. Por quê?

O foco não é o fogo, desculpando o trocadilho, e sim o que está embaixo. Enquanto debatem as queimadas na Amazônia, o subsolo nosso vai sendo destruído e as riquezas, tiradas dele, a preço de banana, indo embora com o compromisso de voltarem. Voltam, mas a peso de ouro.

Não vai longe o tempo em que, investido na função de perito da Justiça, inspecionei propriedades nas quais terceiros requeriam através de Plano de Pesquisa Mineral o direito para explorar o subsolo. O dono da terra era o último a saber e não podia sustar a exploração do seu terreno. Conheci sujeito que carregava pacotes de memoriais descritivos de áreas rurais para negociá-las a terceiros sem que o dono soubesse. As áreas da Amazônia passaram por esse.processo? Não.sei. 

Há dez anos, ouvi de um creditado jornalista: “Temos 120 mil ONGs na Amazônia”. Assustei-me na época por não saber as causas. Hoje sabemos os porquês e interesses que envolvem o assunto. É tão delicado que a segurança nacional fica ameaçada. Que venham as chuvas para “encharcar” a Amazônia com boas notícias. E qual será o novo assunto?

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