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Uberaba, 17 de agosto de 2019 -

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Amizades...

Madrugada de quinta-feira... deitado na rede da varanda, olhando para a piscina, sentindo o silêncio da noite

15/08/2019 - 00:00:00. - Por Marco Antônio de Figueiredo

Madrugada de quinta-feira... deitado na rede da varanda, olhando para a piscina, sentindo o silêncio da noite, apreciando a lua cheia, minha mente viajou em lembranças de outrora e do cotidiano. 

Imagens se formaram diante de meus olhos me fazendo refletir que nem sempre as amizades que surgem em nossa vida duram para sempre e que, por mais bonitas que elas sejam, um dia têm a acabar.

Podem até discordar, mas, por mais estranho que pareça, tem amizades que parecem ser firmes, que parecem que vão durar para sempre e que do nada se comportam como uma bolha de sabão, pois, quando menos se espera, elas se desmancham “no chão”.

Outras somem e retornam de repente, como se o tempo não tivesse passado. 

Tanto na minha infância como agora, existem os amigos reais e os imaginários, que mesmo não estando por perto, sempre caminham ao meu lado ou dentro do peito, conservando o calor e o frescor de um encontro recente.

Levantei-me da rede e fixei o olhar para o clarão da Lua, como se ali fosse encontrar alguma resposta no infinito do céu, explicando como as amizades acabam como simples obra do acaso, sem nenhuma discussão, ou que uma simples palavra tenha sido dita de forma errada.

Mas, com o tempo, aprendemos que até mesmo os melhores amigos se tornam estranhos e não podemos fazer nada para mudar isso, é a lei natural da vida, pois o tempo passa e com ele tudo passa também.

Com o tempo, aprendemos também que as relações hoje em dia viraram “descartáveis” e, quando algo se “quebra”, é mais fácil jogar fora do que consertar, pois insistir sozinho para ser amigo não dá certo, ninguém consegue ter o amor-amigo por dois.

Amizade não deveria ter prazo de validade, sendo triste quando os “amigos” passam a ser apenas contatos na agenda telefônica.

É triste quando esses “amigos” ficam do lado e já não se tem mais o que dizer, pois o orgulho engoliu todas as palavras e a falta de sentimento fez o “meu amigo e irmão” ser trocado pelo “tanto faz se ele não vier” ou mesmo dizer “azar dele”.

O sol começou a surgir, carregando consigo a lembrança das palavras de L. Costa, que dizia que “ninguém é insubstituível, mas, quando os sentimentos são substituídos, é sinal de que nunca foram sentidos.Valorize suas amizades antes que um dia a vida o leve para longe de quem sempre esteve por perto”. 

(*) Advogado e articulista
marcoantonio.jm@uol.com.br

 

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