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O Brasil é recordista mundial em violência letal e concentra 14% dos homicídios do planeta

09/08/2019 - 00:00:00. - Por Sandra de Sousa Batista Abud

- O Brasil é recordista mundial em violência letal e concentra 14% dos homicídios do planeta. 21% dos municípios brasileiros concentraram 50% dos 65.602 homicídios ocorridos no país em 2017, o que significa que 32.801 mortes ocorridas neste ano aconteceram em 120 cidades do país, sendo que o Brasil tem 5.570 municípios. Segundo o Atlas da Violência 2019 – Retratos dos Municípios, a cidade mais violenta do Brasil em 2017 foi Maracanaú, no Ceará, com 145.7 homicídios por 100 mil habitantes. Em segundo lugar vem Altamira, no Pará, na lista de cidades com mais mortes no Brasil, com 133.7 mortes a cada 100 mil habitantes. O terceiro lugar é ocupado por São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, com 131.2 homicídios por 100 mil habitantes. As regiões Norte e Nordeste são as campeãs nesta violência, com 18 cidades entre as 20 mais violentas. O Atlas mostra também que enquanto cidades com mais de 500 mil habitantes conseguiram uma redução de 4,5% na taxa de homicídios nos últimos 20 anos, cidades pequenas com menos de 100 mil habitantes tiveram um aumento de 113% na violência letal nesses mesmos 20 anos. É muito interessante observar que as cidades mais violentas, em média, têm 60% da taxa de atendimento escolar das menos violentas e o percentual de jovens de 15 a 24 anos que não estudavam nem trabalhavam era quatro vezes maior naquelas mais violentas letalmente. Segundo relatório divulgado recentemente, no dia 5 de agosto de 2019, pelo Instituto Sou da Paz, somente 12 estados brasileiros sabem quantos homicídios foram esclarecidos, isto é, menos da metade dos estados do país. Assim, temos os seguintes esclarecimentos: Pará (10,3%); Piauí (23,6%); Acre (27,5%); Paraná (31%); Amapá (35,7%); Mato Grosso do Sul (73,2%); Santa Catarina (69,5%); Rio Grande do Sul (58,4%); São Paulo (50,8%); Mato Grosso (43,9%). É interessante também a observação de que a impunidade abala a confiança nas leis e reforça ciclos de violência. 

- Em São Paulo, é cancelada 1 a cada 5 vendas de imóveis por irregularidades na documentação. Segundo informações da Lello Imóveis, os principais motivos são débitos do proprietário no condomínio e IPTU.

- 11% dos brasileiros dizem poupar para a velhice e o Brasil ocupa 101º lugar em poupança no mundo. Estudo do Banco Mundial mostra que Brasil avançou, mas ainda está atrás de países mais pobres em reservas para a aposentadoria. Considerando todas as faixas etárias, o índice no Brasil foi de 11%, ou 101º pior entre 144 países, atrás de nações muito mais pobres, como Filipinas (26%), Bolívia (20%) e Mali (16%) e abaixo da média dos países em desenvolvimento (16%). Os dados foram levantados pelo Banco Mundial. A posição relativa do Brasil melhorou entre os índices americanos. De último colocado em 2014, passou a 15º entre 19 países, à frente de Haiti, Venezuela, Paraguai e Argentina. "A poupança para a velhice continua perturbadoramente baixa no Brasil, principalmente levando em conta o nível de desenvolvimento econômico e financeiro do país". O problema é crítico porque a situação tente a se agravar no futuro, afirma o especialista em previdência José Roberto Affonso, professor do IDP e pesquisador do Ibre/FGV. Embora pareça uma explicação óbvia, não é o nível de pobreza que determina a capacidade de poupança. Países em que a riqueza per capita é muito menor que a do Brasil têm porcentagem de poupadores muito maiores. Um dos fatores que ajudam a explicar as diferenças é o imediatismo, ou seja, a dificuldade de fazer um sacrifício no presente para obter uma recompensa que virá apenas no futuro.        

(*) Psicóloga clínica
sandrasba@hotmail.com

 

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