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Uberaba, 21 de agosto de 2019 -

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Antônio Carlos Marques - uma parceria de 40 anos - Parte II

Nossa parceria de 40 anos, assentada na amizade e idealismo em comum

16/07/2019 - 00:00:00. - Por Gilberto Rezende Última atualização: 16/07/2019 - 07:32:35.

Nossa parceria de 40 anos, assentada na amizade e idealismo em comum, possibilitou a implantação de dezenas de projetos culturais voltadas para a valorização de nossos artistas e resgate de nossas raízes culturais. Podem ser destacadas: a gravação em 1983 na Casa do Folclore de um LP denominado “Cantos e Danças de Uberaba” com a participação de grupos de catira, folias de reis, congadas e moçambiques. Os LPs foram adquiridos por nós da Fundação Cultural para distribuição entre a comunidade; a gravação em 1993 de 12 grupos de folias de reis realizada na Casa do Folclore para que Roberto Corrêa, compositor, violeiro e professor de viola, pudesse pautar a diversidade das cantorias de reis, entre outras, “O Nascimento de Jesus”, “Visita ao Presépio”, “Anunciação” e “Viagem dos Reis Magos”, e editar um livro de partituras para que, no futuro, se tomasse conhecimento de como eram entoadas as melodias das companhias de reis de Uberaba naquela época; a sua entusiasmada participação, a partir de 1983, no programa “Recanto do Folclore”, que lançamos na década de 1970 com o apoio de Toninho e Marieta, Edinho, Paulo Silva, e outros. Ele era apresentado durante a Exposição, no Parque Fernando Costa. Esse programa contou também com parceria do Sesc nas pessoas de seus diretores, Izilda Ribeiro e Antonio Zélio. Nessas apresentações, com a impecável locução de Eustáquio Rocha e a câmera nas mãos do mestre José Maria dos Reis (Alemão), desfilavam catira, folia de reis, congadas, moçambiques, violeiros e outras manifestações culturais. Posteriormente, esse programa na ABCZ passou a ter o nome de “Show Regional”; a inusitada apresentação na década de 1990, na Igreja Matriz, de grupos de congada e Moçambique, que teve o apoio de Silvia Andrade Borba, nossa tia, incansável colaboradora da Catedral. Por sugestão de Antônio Carlos, a Fundação Cultural patrocinou roupagem nova para todos os grupos participantes do evento; parceria na criação da Escola de Viola “Gaspar Corrêa”, que, inicialmente foi comandada por Claudionor da Silveira e, posteriormente, por José Romano e Nicodemos de Oliveira e que, ao longo de mais de três décadas, proporcionou a milhares de pessoas a oportunidade de aprender os segredos da viola; participação nos festivais e encontros de folias de reis e em dezenas de festivais de violas, que aconteceram nestes 40 anos na TV Uberaba, Circo do Povo, Uberaba Tênis Club, Sesc, Casa do Folclore, Casa do Rosário, Igreja das Almas e paróquia da Igreja de Nossa Senhora da Abadia; apoio na Escola de Catira pela qual passaram Fátima Cury, Sinhô Borges e o inesquecível compositor, violeiro e cantador, Manoel Teles; não se pode esquecer da sua dedicação para tornar possível, através da Fundação Cultural e em parceria com a Associação Cultural Casa do Folclore, as apresentações de grandes violeiros  como Renato de Andrade, Roberto Corrêa, Alexandre Guti Saad, Elomar Figueira de Melo, Dércio Marques e sua irmã Dorothy, Saulo Laranjeira, Inezita Barroso, Chico Lobo, Pena Branca, e as duplas Pedro Bento e Zé da Estrada, Carreiro e Carreirinho, Liu e Léo e muitas outras expressões artísticas em memoráveis cantorias e concertos de viola na Casa do Folclore, na sala “Cecília Palmério”, no Jockey Club, na Concha Acústica, no Teatro Sesi, no TEU e no Teatro Municipal Vera Cruz. (Continua...)

Fontes: Prefeitura Municipal de Uberaba, Fundação Cultural de Uberaba e Jornal da Manhã.

(*) Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro; presidente da Associação Cultural Casa do Folclore; um dos fundadores e ex-conselheiros da Fundação Cultural de Uberaba e ex-conselheiro do Conphau

 

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