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Mistérios tanto lá como cá

Estávamos em Portugal, minha esposa, Carmen, e eu, quando, em 3 de maio de 2007

09/07/2019 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Estávamos em Portugal, minha esposa, Carmen, e eu, quando, em 3 de maio de 2007, desapareceu a menina britânica Madeleine McCann, dez dias antes de ela fazer quatro anos. Até hoje, os pais continuam em busca de “Maddie” (como a menina ficou conhecida), que nasceu há 16 anos. 

Madeleine desapareceu na Praia da Luz, no Algarve, em Portugal. Os pais – os médicos Kate e Gerry McCann -, haviam saído para jantar com amigos num restaurante próximo, situado no mesmo complexo turístico onde estavam hospedados, e deixaram os filhos - Madeleine e os gêmeos, de 18 meses -, dormindo sozinhos no quarto do hotel. Ao voltarem, constataram que a menina havia sumido sem deixar rastro. De imediato, as polícias portuguesa e inglesa começaram a trabalhar juntas para tentar encontrar a criança.

Cristiano Ronaldo já era o astro da Seleção Portuguesa. Cartazes e vídeos com a imagem de Cristiano pedindo a ajuda de todos na busca da criança se espalharam pela Terrinha, em estabelecimentos comerciais, bancos, igrejas, escolas. A comoção com o sumiço de Maddie tomou conta do mundo. Desde então, a garota foi “vista” cerca de nove mil vezes e em mais de cem países, inclusive na Itália, onde foi confundida com uma jovem que vivia na rua. Alarmes falsos. Passados doze anos, o caso continua um mistério, mas ganhou novo fôlego graças aos avanços tecnológicos de laboratórios de ponta.

O fato tem paralelos no Brasil. O sequestro do menino Carlinhos (Carlos Ramires da Costa), em 1973, mereceu ampla divulgação por muito tempo. E, assim como ocorreu com a menina inglesa, Carlinhos nunca foi encontrado. Nem se sabe quem o sequestrou. Outras situações também nos deixam intrigados: Terá havido crime no caso do acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki? E quem matou PC Farias e sua namorada Suzana Marcolino? Qual a real motivação da facada desferida contra o candidato a Presidente da República Jair Bolsonaro? E será que foi a primeira vez que o militar da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, integrante da equipe de apoio à comitiva da viagem do Presidente Bolsonaro ao Japão, traficou droga em viagem presidencial? Esse militar trabalhou em equipes de apoio nos governos Temer e Dilma. Será possível que logo na primeira viagem para Bolsonaro, Rodrigues teve a ideia de traficar droga? 

Infelizmente, no Brasil, muitos fatos continuam sendo verdadeiros mistérios, principalmente quando atrelados à política. E, como no caso da menina Madeleine, sempre teremos sede de que a verdade venha à tona.

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