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Trânsito seguro

Motivos não faltam para que os motoristas conduzam os veículos com cuidado e atenção

11/06/2019 - 00:00:00. - Por Mário Salvador

Motivos não faltam para que os motoristas conduzam os veículos com cuidado e atenção. Dentre eles, a redução do número de acidentes e a preservação de vidas. Campanhas de conscientização no trânsito com imagens e slogans tentaram mostrar isso em mais um “Movimento Maio Amarelo”, uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil.

Com o crescente número de veículos postos em circulação a cada ano, operações das polícias rodoviárias federais e outras autoridades ligadas ao trânsito, aliadas às campanhas de educação no trânsito o ano todo, têm tentado dar conta do recado. Mas ainda falta muito para se conseguir um resultado expressivo. Prova disso é que, por ocasião de feriados prolongados, são corriqueiras a contagem de mortos nas rodovias e a comparação do número de vítimas fatais do ano em curso com o ano anterior. E o número de mortes por atropelamento no perímetro urbano e em rodovias indica a necessidade de uma educação no trânsito permanente e uma fiscalização bem mais rigorosa, com multas pesadas, licenças para dirigir cassadas e outras providências.

Falta de uso do cinto de segurança, excesso de velocidade e uso de celular ao dirigir são causas recordistas de multas no trânsito. Não faltam advertências para que os motoristas se lembrem disso; e o “bem-que-eu-avisei” vem tardiamente como multa ou pontos que comprometem a carteira de habilitação ou, pior, traduz-se em mortes ou vítimas com sequelas.

Presidente Bolsonaro surpreendeu os brasileiros com um projeto que prevê eliminar multa para motorista que levar criança no carro sem cadeirinha. Quem interpretou erroneamente essa ideia pensou que os pais deveriam deixar de usar a cadeirinha. Na verdade, o uso da cadeirinha para os filhos por parte de pais conscientes não deve estar atrelado ao que a lei obriga; pai que depende de lei para proteger o filho não merece ser pai. Pai que é pai protege.

Slogans de campanhas podem reverberar além de seu tempo: “A gente sabe o que tem que ser feito no trânsito. Basta fazer.”; “Gente boa também mata. Se for dirigir, esqueça o celular.”; “No trânsito, o sentido é a vida.”; “Ninguém precisa de sinal, precisa de educação.”; “Sua pressa não vale a minha vida.”; “A culpa não morre nunca.”. 

Apesar de toda a verdade que encerram slogans, imagens e campanhas de conscientização, não são eles que resolverão os problemas no trânsito, mas a assimilação definitiva, por parte de todos os envolvidos no trânsito, da mensagem que apresentam. Esse é o sentido da educação no trânsito – um passo definitivo em favor da vida.

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