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Uberaba, 15 de junho de 2021 -

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Servidores em greve da UFTM e IFTM param a 050 por meia hora

Mais uma vez, servidores da UFTM e IFTM se reuniram na rodovia BR-050, próximo ao posto Prodoeste – antigo Uberdiesel –, para protestar

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- Por Paulo Borges Última atualização: 01/08/2012 - 11:15:19.

Servidores da UFTM e IFTM realizam ato na 050, interditando-a por meia hora, formando congestionamento de 3km

Mais uma vez, servidores da UFTM e IFTM se reuniram na rodovia BR-050, próximo ao posto Prodoeste – antigo Uberdiesel –, para protestar contra o Governo Federal, que, segundo eles, não quer sequer negociar as reivindicações propostas pela categoria, que já está paralisada há 79 dias. Por conta da manifestação, houve registro de aproximadamente três quilômetros de congestionamento. Por isso, a Polícia Rodoviária Federal esteve no local para garantir a segurança aos manifestantes e auxiliar a controlar o fluxo de veículos.

Mirtes Reis, coordenadora-geral do Sinte-MED, conta que a negociação com o Governo não avança, uma vez que o mesmo está irredutível e não aceita sequer receber os comandos de greve. “Fechamos a pista por trinta minutos e só liberamos o trânsito a pedido da PRF, que nos informou que após esse prazo um Boletim de Ocorrência teria de ser registrado, o que poderia prejudicar nosso movimento”, revelou.

Já o professor Bruno Curcino salientou que a proposta apresentada pelo Governo na semana passada não agradou aos grevistas. Segundo ele, é preciso desmistificar os números apresentados, uma vez que se trata de reajuste escalonado em três anos. “Qualquer economista sabe que, dessa forma, em 2015 estaremos na mesma posição que nos encontramos hoje”, disse, ressaltando, porém, que a categoria não cobra apenas os reajustes salariais.

“Também estamos batendo em dois pontos: a reestruturação da carreira dos professores e as condições de trabalho. O Governo não chegou a tocar nesses dois pontos. Não permitiremos que eles [o Governo] transformem as universidades naquilo que se tornou a educação pública em alguns Estados. Na maioria, é uma vergonha. A nossa luta, nossa resistência, é no sentido de não permitir a precarização das condições de trabalho dos docentes do ensino superior. Além disso, não vamos permitir que as universidades se transformem em grandes colégios. Não somos contra a ampliação das vagas. Somos a favor de que mais pessoas tenham acesso à educação pública superior de qualidade. Mas, queremos instituições de qualidade e não como as exibidas pela propaganda oficial e mentirosa que o Governo tem lançado para a população”, encerrou, em tom de desabafo.

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