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CIDADE

Mãe acusa creche de não aceitar o filho com quadro de hiperatividade

Mãe denuncia que Lar Espírita não aceitou o filho, que é hiperativo. Entidade posiciona que o limite máximo de vagas fornecidas foi atingido

- Por João Fábio Sommerfeld Última atualização: 01/03/2012 - 01:16:16.

Mãe denuncia que Lar Espírita não aceitou o filho, que apresenta hiperatividade. No entanto, a entidade posiciona que o limite máximo de vagas fornecidas foi atingido. A costureira Sônia Dutra da Silva está revoltada com a Creche Lar Espírita.

Segundo ela, o filho de 4 anos, que é hiperativo, teve a inscrição rejeitada pela instituição por causa do transtorno. Por isto, ela fala que a funcionária não quis realizar a matrícula. “Eu liguei perguntando se havia vaga. Eles confirmaram que havia vaga. Mas quando fui até a instituição e estava com os papéis em mãos, comentei que ele era hiperativo. Eles não aceitaram. Ele faz acompanhamento neurológico. Acho muito ruim esta situação”, disse a mãe. Sônia acrescenta que, informada pela funcionária, no ano passado, houve uma criança com o mesmo problema. “Sendo que ela dava muito trabalho. A criança desmaiava e tinha convulsões. Por isto, eles não querem matricular o meu filho”, complementa.

A diretora da instituição, Sandra Maria Cucci, explica que estava presente no momento em que Sônia foi realizar a inscrição do filho na unidade infantil. Segundo Sandra, a mãe foi informada que não havia vaga, pois o limite de atendimento é de 30 crianças. “Realmente não tem vaga. O Lar Espírita está lá para receber e atender às crianças. Temos crianças hiperativas matriculadas na instituição”, observa.

Segundo a funcionária, identificada como Vilma, quando Sônia foi até o Lar, ela informou que já havia percorrido todas as creches da cidade, mas nenhuma quis aceitar o menino. “Hora nenhuma eu disse que não irá aceitar. Não podemos atender além do nosso limite. Tem mãe que me xinga e fala que eu tenho que arrumar vaga. Nós até cuidamos de uma criança que tinha ataque epilético. Ela ficou dois anos na instituição”, relata Vilma.

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