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Patrimônio imaterial, celebração do 13 de Maio comemora a Abolição

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15/05/2022 - 00:00:00.


Na sexta-feira, o fitão que saiu do bairro Mercês em direção à igreja Santa Teresinha, cuja praça ostenta o busto da Princesa Isabel (Foto/Jairo Chagas) 

A Fundação Cultural de Uberaba “Professor Antônio Carlos Marques” (FCU), por meio do Departamento de Fomento à Cultura e Patrimônio Histórico, registrou a manifestação do 13 de Maio como patrimônio imaterial da cidade em 2016, fazendo trabalho contínuo de promoção e proteção ao patrimônio cultural uberabense. Anualmente, a FCU empenha-se na salvaguarda desse bem e a manifestação segue sendo perpetuada pelos ternos de Congado e Moçambique, que preservam os ritmos e cânticos de todo um povo.

Este ano, foram dois desfiles, um na sexta-feira, dia 13, e outro ontem, dia 14. Na sexta, o fitão saiu da rua Tapajós, no Mercês, de onde os ternos de Congado e Afoxés seguiram em cortejo pelas principais ruas da cidade até a Praça Santa Teresinha, no Fabrício, onde foi celebrada Missa. Ontem, outro grupo de Congada e Moçambique saiu do bairro Santa Maria e também seguiu até a igreja Santa Rita.

Dia da Abolição da Escravatura, 13 de maio, marca a assinatura da Lei Áurea, em 1888, que extinguia a prática da escravidão no país. O projeto foi apresentado à Câmara Geral, sendo em seguida votado e aprovado nos dias 9 e 10 de maio de 1888. A lei foi assinada pela neta de Dom João VI, a Princesa Isabel, e também pelo ministro da Agricultura da época, Rodrigo Augusto da Silva, no Paço Imperial.

Assim, em 13 de maio de 1888, por meio da Lei Áurea, a liberdade dos negros foi alcançada. Mesmo sabendo que a lei não significa a verdadeira liberdade, a comunidade negra festeja a alforria nesta data.

Culturalmente, o 13 de Maio representa a identidade de um povo e a universalização dos seus saberes e herança. Em termos sociais, enquanto festejo de arte e religiosidade, desencadeia grandes significados para afirmação da cidadania negra no Brasil, atraindo curiosos e pesquisadores.

Em Uberaba, o 13 de Maio ultrapassa as fronteiras culturais, tornando-se um arquétipo fincado na ancestralidade de um povo, de uma raça, fazendo deste evento um portal para suas expressões e manifestações de pertencimento dentro da História. Mais que um símbolo de resistência, essa manifestação é para a população negra do Município um grito de empoderamento.

 

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