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Uberabenses se mobilizam contra restrição de cobertura de tratamentos por planos de saúde

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14/05/2022 - 00:00:00. - Por Rafaella Massa

 

Ana Beatriz faz parte de um grupo de mães que luta contra o rol taxativo (Foto/Arquivo Pessoal)

Uma lista que restringe a cobertura de tratamentos e medicamentos, elaborada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tem tirado o sono das famílias de pessoas com deficiência, pacientes com doenças raras, crônicas e câncer. Isso porque essas parte da população pode ficar desassistida pelos convênios médicos, que são pagos, caso o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decida como taxativo o rol proposto pela ANS.

Familiares de todo o país têm se mobilizado contra as restrições, inclusive em Uberaba, onde diversas mães têm se posicionado, principalmente nas redes sociais, contra o posicionamento da ANS. Ana Beatriz da Silva, mãe de Rafael, de 4 anos, conta que as famílias já somam diversas despesas, incluindo os convênios, que já não cobrem todo o tratamento do pequeno.

“É um caso bem delicado, pois o dia a dia do especial gera diversas despesas em busca de melhores condições de vida, que no caso do meu filho, são terapias para que ele possa ter o mínimo de autonomia, comer sozinho, sentar, falar, e interagir com o mundo. Não pedimos muito, é só o básico. Os convênios já vem limitando atendimentos, já me deparei com casos de não ter especialista credenciado, tendo que passar por médicos, as vezes, sem conhecimento de como lidar com certas situações que meu filho enfrenta. Então, são questões que, ao meu ver, nem precisavam estar em questionamento e geram transtornos enormes para nós, famílias atípicas. Agora, recorrem ao Supremo para poder tirar o nosso direito de tentar judicialmente, que já é um árduo caminho, para que eles tenham algo básico, é muito triste, na mesma medida que é desgastante.”, explica.

Por isso, a hashtag #ROLTAXATIVONAO foi criada como uma mobilização contra as restrições. A campanha esteve ainda mais em alta nesta quinta-feira (12), quando a lista seria votada no STJ. Porém, a votação foi postergada pela terceira vez desde que entrou em pauta. Ainda não há previsão para nova votação.

Enquanto isso, resta a indignação dos familiares, que continuam passando por dificuldades no tratamento de seus filhos, irmãos, netos, etc. “Isso gera uma enorme revolta, é muito descaso e falta de empatia com o próximo, vendo os planos de saúde apelarem por essa decisão, a gente vê que se não tem dinheiro, aí que não vale nada mesmo. Uma questão financeira pra quem movimenta milhões, equiparada ao bem estar e condições mínimas de sobrevivência para uma ser humano que, por não ter terapias, fica deformado, precisa passar por cirurgias e tomar diversas medicações diárias para não sentir dor, essa balança é desonesta. É muito triste”, afirma Ana Beatriz.

 

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