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Projeto Terreiro Legal realiza terceira entrega de estatutos

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07/12/2021 - 07:38:56.

A Fundação Cultural de Uberaba (FCU), por meio da Coordenadoria de Políticas de Igualdade Racial, e o Conselho Municipal de Promoção à Igualdade Racial (Compir) promoveram, pela terceira vez, cerimônia de entrega de estatutos para oito casas de matrizes africanas na quinta-feira (2). A iniciativa faz parte do projeto Terreiro Legal, que busca a regularização das casas de Umbanda e Candomblé da cidade.

Representantes do Terreiro de Oxóssi, Ilé Oyo Àse Osun Lewa, Ilé Àse Tobi Labi Omim, Ááfin Odé By Ofá, Ilé Àse Ayra Intilé, Casa de Umbanda Sagrada Pai Jacob, Tenda de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda, Àáfin Omin Minolé estiveram na sede da FCU para a cerimônia, quando receberam os estatutos.

“Quando você vê isso aqui no papel, vem um alento no peito. É como se falasse: 'Eu nasci!'. Não que os trabalhos que estão sendo desenvolvidos há anos não tenham seu valor, mas é como se tivesse nascido perante o Município, de forma legal. É o início de um caminhar”, afirmou o coordenador de Políticas de Igualdade Racial, Reginaldo da Silva (Peixinho).

“Hoje, a comunidade negra está em festa. O projeto Terreiro Legal faz a documentação para regulamentar as atividades destes quilombos urbanos de fé e de amparo aos seus fiéis. Conquistar mais este fortalecimento para as casas de matrizes africanas é um marco histórico”, ressaltou a presidente do Compir, Maria Abadia Vieira da Cruz.

O projeto trabalha para auxiliar casas de Candomblé e Umbanda a ter seu próprio CNPJ, estatuto e Diretoria da casa. Coordenadoria de Igualdade Racial e Compir elaboram o documento, com dados do terreiro e ata da assembleia, orientando no estatuto da casa. O documento tem assinatura de um advogado da OAB e deve ser encaminhado ao cartório para reconhecimento de firma. A partir disso, a casa já passa a ter existência e poderá fazer trabalhos sociais com a ajuda do Munícipio, o que não seria possível sem a existência do CNPJ.

“Não importa o tamanho da nossa casa, mas o tamanho do axé que a gente carrega e que nossa casa está no papel", finalizou Ya Bia d'Osumare, da casa Áàfin Osumare, organização religiosa que atua há 28 anos em Uberaba.

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