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Uberaba, 01 de dezembro de 2021 -

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Infectologista apoia suspensão do Carnaval em 2022: "Não podemos correr o risco de uma nova onda"

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25/11/2021 - 12:35:16. - Por Rafaella Massa Última atualização: 25/11/2021 - 12:35:50.

Foto/Arquivo


A infectologista Cristina Hueb Barata discorda da realização do Carnaval no ano que vem

O avanço da vacinação habilitou a volta da vida cotidiana quase ao seu estado normal. O momento apresenta a reestruturação do comércio, escolas e diversas outras instituições, além da possibilidade de festas, mesmo que com número limitado de pessoas. Contudo, a infectologista Cristina Barata pondera que o retorno de grandes eventos, como o Carnaval de 2022, ainda não é aconselhável, dado o risco de aumento no número de infecções.

Segundo a infectologista, este receio não é sem motivo, já que mesmo com grande parte da população vacinada e o número de internações bem reduzidos, não dá para abrir nenhuma brecha para o coronavírus.

“A gente não pode correr risco de jeito nenhum de ter uma nova onda, a gente não sabe inclusive qual variante vai estar circulando. E uma grande preocupação são as circulações de pessoas de outras cidades. O Brasil ainda não definiu uma política de admissão de pessoas de outros países e, nessa época, tem muito [estrangeiro] aqui dentro do Brasil. Então, a gente não sabe ainda o que pode acontecer”, afirma Cristina.

A especialista ainda conta que concorda com o posicionamento dos governos municipais da região, que decidiram por suspender o evento. Afinal, é muito difícil estabelecer regras de distanciamento e não aglomeração em uma celebração com o porte que tem o Carnaval. “Eu acho que eles estão muito certos, realmente, de ponderar, porque é difícil você definir "não vai aglomerar", não tem como pedir para manter distanciamento, é Carnaval, isso não existe”, explica.

Além do Carnaval de rua, a médica lembra que as festas particulares já são uma mão cheia para os governantes lidarem. Ela afirma que é necessário manter as regras pelo menos até o final deste ano, para que não aumentem os dados da doença em Uberaba.

No entanto, Cristina não tira todas as esperanças para que um dia a população volte a comemorar a data sem restrição alguma, mesmo que o preço a ser pago seja uma vacinação anual.

“Nós vamos ter, ao longo do desenvolvimento da doença, mais conhecimento. Foi assim com a H1N1. Existia uma preocupação muito grande com a H1N1 e você vê hoje que ela tem vacina, controla, com o domínio sobre a doença, é mais fácil de se tomar decisões”, finaliza Cristina Hueb, em tom otimista.


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