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Apac de Frutal é vista como modelo para adoção do projeto em Uberaba

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17/07/2021 - 00:00:00. - Por Luiz Gustavo Rezende

Foto/Divulgação

 

Cozinha do presídio que adota o modelo Apac é usada também para ministrar cursos aos detentos, no processo de ressocialização

Representantes do Conselho da Comunidade da Execução Penal de Uberaba, do Judiciário e da Prefeitura Municipal visitaram nesta semana a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), da cidade de Frutal, a cerca de 130 quilômetros de Uberaba. O modelo é pioneiro no Brasil e atua na ressocialização de presos, com a aplicação de atividades profissionais, religiosas, entre outras. A visita teve como finalidade verificar a viabilidade de executar projeto similar em Uberaba.

Roberta Campos Toledo, do Conselho da Comunidade da Execução Penal de Uberaba, esteve presente na visita e apontou que o projeto é de extrema importância para o sistema prisional, pois permite que o recluso exerça atividades diversas, se desenvolva em várias vertentes e diminua seu custo ao Estado por meio da produção.

Entre as atividades realizadas na Apac estão a produção de hortaliças, pães e outros produtos panificados, corte e costura, etc. “Esse modelo da Apac é o que temos que seguir para ressocializar o recluso. O projeto é bom para o preso e para a sociedade”, aponta Roberta.

No sistema prisional convencional, o custo de um detento, em média, é de R$4 mil/mês. Com o preso atuando na Apac, o custo cai para cerca de R$1,2 mil/mês. De acordo com dados apresentados na visita, 85% dos indivíduos da Apac não voltam a delinquir.

Roberta aponta que o projeto é viável, benéfico e poderia ser implementado também em Uberaba. “Aqui nós temos cenário inverso. A cada dez presos, oito voltam para o crime. A Apac faz o detento estudar, desenvolver-se e, muitas vezes, ele sai com certificado profissional de algum curso em que tenha se desenvolvido. É um sistema que também desarticula as organizações criminosas”, destaca.

A unidade de Frutal atende adolescentes, homens e mulheres e conta com instalação de três mil metros quadrados. Em todo o Estado são 39 Apacs, que abrigam 3.708 reclusos, com um orçamento de mais R$4,4 milhões. 

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