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Uberaba, 21 de junho de 2021 -

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Apesar das dificuldades, superintendente de ensino não considera ano escolar "perdido"

Vânia Célia Ferreira anunciou reforço para estudantes da rede estadual de ensino em Uberaba

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10/06/2021 - 00:00:00. - Por Luiz Henrique Cruvinel Última atualização: 10/06/2021 - 06:18:04.

Em meio às discussões sobre o retorno das aulas presenciais na rede pública, a grande dificuldade das gestões municipal e estadual é garantir o aprendizado de forma nivelada a todos os estudantes impactados pela pandemia. A presença integral de alunos nas salas virtuais é comprometida por diversos fatores, entre eles a acentuada vulnerabilidade social.

De acordo com a superintendente regional de Ensino, Vânia Célia Ferreira, responsável pela coordenação da rede pública estadual no Triângulo Sul, apesar das barreiras financeiras e sociais do modelo virtual, parte significativa dos alunos conseguiu acompanhar as aulas ministradas em 2020, o que não configura “ano perdido”.

“Nós não falamos que foi [um ano] perdido apenas para os alunos que não tiveram condições de acompanhar. Nós sabemos que entramos o ano com a sala cheia, e no final temos uma evasão muito grande. Aí a gente vai na questão social. Claro que para aqueles alunos que acompanharam, fizeram, com apoio dos pais, tivemos um aprendizado. Não 100%, como em aulas presenciais. Neste ano, os alunos estão mais acostumados com a tecnologia, viram que é necessária a participação”, declara Vânia.

Além disso, a superintendente anunciou que o Estado prepara alternativas para oferecer reforços aos alunos mais prejudicados, ausentes ou que abandonaram a grade de ensino durante a pandemia. Ela admite a alta evasão escolar registrada no ano passado e defende o período integral como auxiliador na redução das diferenças.

“Claro que nós temos um ano que foi muito atípico, que a gente tentou, de todas as formas, chegar até o aluno que ficou à margem, mas não conseguimos plenamente. E agora temos esse desafio. Por isso, a secretaria está pensando nas avaliações trimestrais, para a gente rever o que cada um aprendeu e trabalhar de forma incisiva com os alunos que ficaram para trás. Os alunos com problemas terão esse reforço escolar. O tempo integral é importante nesse sentido, para conseguirmos tempo”, argumenta a superintendente. 

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