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Uberaba, 14 de junho de 2021 -

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Surtos de covid-19 nas empresas: Epidemiologia fala em urgência, mas não apresenta prazo de ações após notificação de casos positivos

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14/05/2021 - 16:03:33. - Por Luiz Henrique Cruvinel Última atualização: 14/05/2021 - 16:05:22.

Possíveis novos surtos de infecção pela covid-19 em empresas e franquias instaladas em Uberaba assombram a população e a gestão municipal. Em tentativa de barrar a disseminação extraordinária do vírus em ambientes de trabalho, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do departamento de vigilância epidemiológica, instalou um comitê de atendimento aos prováveis surtos, mas não garantiu prazo concreto para resolução dos casos.

De acordo com a responsável pelo departamento, Larissa Bandeira de Mello Barbosa, a análise dos casos é retardada pela complexidade individual de cada estabelecimento. Com isso, a PMU só poderá agir após avaliação criteriosa dos dados informados pela notificação, que deve ser feita em até 24 horas.

“Nós precisamos de um detalhamento de como ocorreu a questão, levantamento do primeiro caso, último caso, pessoas contactantes, para que a gente possa proceder com as operações de monitoramento. Nós precisamos avaliar as situações. O espaço físico, pessoas envolvidas, espaço onde o trabalhador está submetido... Cada caso é um caso. Temos que atuar de forma eficaz para cada empresa. A partir deste momento, nós vamos ficar atentos às ocorrências para que a gente possa, no menor tempo possível, detectar o caso, reunir a equipe e direcionar cada membro para que atendam in loco [presencialmente]”, informa Larissa.

Os desdobramentos das verificações também vão passar por um “pente fino” de detalhes. Dependendo do grau de risco de surto, o departamento de epidemiologia, junto à Vigilância Sanitária, poderá decidir em afastar os funcionários, interditar o local temporariamente ou apenas realizar a sanitização específica. 

Larissa revela que além dos esforços de fiscalização, a intenção do comitê de surtos é promover práticas educativas para as empresas, a fim de orientar funcionários sobre as regras sanitárias e riscos do descumprimento das medidas.

“Eu entendo o anseio, por isso reafirmo que nós não estamos medindo esforços para atender isso no maior tempo hábil possível. Estamos de olho o tempo todo para que possamos, de fato, impedir que as questões de surto sejam recorrentes. Como mencionei, nós precisamos direcionar ações também educativas para garantir a saúde desses trabalhadores”, finaliza a responsável.

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