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Uberaba, 11 de abril de 2021 -

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Funerárias mantém planejamento na pandemia, mas buscam reforço

O aumento do número de mortes causadas pela pandemia acende luz de alerta nas empresas funerárias, que já foram comunicadas quanto à possibilidade de falta de caixões

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17/03/2021 - 00:00:00. - Por Daniela Brito

Apesar do risco de desabastecimento, as empresas funerárias locais ainda mantêm certo estoque de caixões (Foto/Arquivo)

Embora a situação crítica de mortes decorrentes da pandemia, empresas funerárias ainda não alteraram planejamento de trabalho em Uberaba. Março foi o primeiro mês que a cidade registrou óbitos todos os dias em decorrência da Covid-19, segundo revelou a matemática Michelli Maldonado, em entrevista coletiva na segunda-feira (15). Ontem, ela informou que, neste mês, a cidade já bateu o recorde do número de mortes em 24 horas – foram dez vidas perdidas nessa segunda. No sábado (13), tinham sido nove registros, que era o maior até então.

De acordo com um dos empresários do setor funerário, Max Magalhães, ainda não houve necessidade de reforço no quadro de pessoal e, também, não foi observado aumento nas vendas de planos funerários na sua empresa. Além disso, ele assegura que, no momento, ainda não há falta de urnas, embora já tenha sido comunicado da possibilidade pela Afub (Associação dos Fabricantes de Urnas do Brasil), em decorrência da escassez de insumos para a fabricação. “Os fabricantes estão com a capacidade comprometida e a falta de matéria-prima pode prejudicar as entregas e até suspendê-las”, diz.

O empresário Adalberto Pagliaro também confirma que a situação é de “certa tranquilidade”. Em relação à contratação de pessoal, ele diz que o setor demanda de mão de obra extremamente especializada e que há dificuldade para contratação imediata. Ele diz, porém, que está sendo necessário aumentar a carga horária dos funcionários e utilizar uma rede de parceria de outras cidades, que dá suporte nesse tipo de trabalho.

Segundo ele, há um ano a funerária adotou planejamento estratégico de estoque de material e insumos. Porém, ele diz que há certa preocupação na reposição, caso o número de óbitos continue alto.

Quanto às urnas, ele diz que o setor não trabalha mais com caixões de luxo, que já não são mais fabricadas. Mas ele também assegura que os estoques estão controlados, por enquanto. “Se continuarmos com este aumento da curva, caminharemos para um colapso de materiais, como luvas e máscaras. É um momento assustador”, reconhece.

Outro problema enfrentado pelo setor é quanto à logística. Segundo Adalberto Pagliaro, o traslado de corpos pela via aérea está proibido e isto sobrecarrega o transporte por via terrestre, principalmente quando para localidades mais distantes.

Além disso, o empresário reconhece que as pessoas estão precavidas e que a pandemia alterou o comportamento delas, que estão procurando mais realizar planos funerários. “Por medo, as pessoas estão se prevenindo mais e optando mais por planos”, diz. Os planos são vendidos a partir de R$49 e aumentam de acordo com o perfil de necessidade do cliente ou do grupo.

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