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Uberaba, 30 de novembro de 2020 -

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Contrariando crise e pandemia, comércio aquece e contrata temporários neste fim de ano

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19/11/2020 - 00:00:00. - Por Michelle Rosa Última atualização: 19/11/2020 - 07:00:47.

Apesar da crise imposta pela pandemia do novo coronavírus, comerciantes em Uberaba estão com expectativa positiva em relação ao encerramento de 2020 e estão contratando.

Uma das entusiastas com o período é a lojista Ludmila Martins Lima, da loja Flor da Manhã. No ramo dos cosméticos e produtos para cuidados pessoais, ela está animada para as festas de fim de ano e já se prepara para a intensificação nas vendas. “Sempre contratamos freelancer e nesse ano não será diferente. Vamos contratar para ajudar nesse período em que as buscas pelos presentes são mais intensas”.

Em outro setor e também aquecido, o comerciante Anderson Rodrigues Costa, da RC Pisos e Porcelanatos, inaugurou uma segunda loja na cidade, em outubro, período em que iniciaram as contratações temporárias para a maioria dos lojistas. “O setor está aquecido, muitas pessoas aproveitam para cuidar dos imóveis nesse período e nós estamos aproveitando esse momento gerando cerca de cem empregos diretos'', conta.

De acordo com informações da Câmara de Dirigentes Lojistas, é tradicional ocorrer essas contratações nesta época devido ao alto volume de vendas. O Natal é o melhor período sazonal para o varejo.

“Contato com as grandes lojas de varejo da cidade, muitas delas estão contratando este ano, o mesmo volume de trabalhadores temporários, se comparado com o mesmo período de 2019”, avalia Ângelo Crema, presidente da CDL Uberaba

Temporários. O advogado trabalhista Euseli dos Santos destaca que em momentos de crise, o trabalho temporário pode ser uma alternativa viável para as empresas, com o objetivo de atender demandas em vários setores, como o comércio e produção de bens.

“É considerado como trabalho temporário aquele prestado por pessoa física, visando o atendimento a uma necessidade transitória de substituição do quadro de pessoal ou pelo aumento de serviços”, explica.

Ele ainda pontua que o trabalhador tem os mesmos direitos daquele efetivo, "o salário deve ser igual ao do efetivo, tem descanso semanal, recebe horas extras, caso as faça, férias e décimo terceiro salário proporcional, FGTS”.

Euseli ainda orienta que o contrato de trabalho seja por prazo determinado ou temporário, deve ser por escrito. “Deve ser anotado na carteira de trabalho e, por zelo, em um documento à parte, onde constará salário, cargo, função, período. Não existe contrato por prazo determinado/temporário verbal. Caso ocorra, será considerado por prazo indeterminado”, conclui. 

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