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Uberaba, 23 de setembro de 2020 -

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Movimento faz ato em defesa do emprego diante de loja da Renault

Movimento com poucas pessoas escolheu a porta da concessionária de veículos de Uberaba em protesto às mais de 700 demissões promovidas pela fábrica em São José dos Pinhais

08/08/2020 - 00:00:00. - Por Daniela Brito


Foto/Jairo Chagas

Na porta da concessionária, o grupo se posicionou embaixo de um outdoor de apoio ao presidente Bolsonaro para protestar contra o seu governo

Ato simbólico marcou ontem o Dia Nacional de Luta e Luto, em Defesa da Vida e do Emprego, em Uberaba. A mobilização é organizada por centrais sindicais, que definiram o dia 7 de agosto como data para realizarem ações de solidariedade e de protesto, de forma conjunta, em todo o país. A manifestação na cidade teve baixa adesão. No entanto, ocorreu embaixo de um outdoor de apoio ao presidente Bolsonaro na avenida Guilherme Ferreira.

O grupo, de seis pessoas, empunhava uma faixa, com os dizeres "Fora Bolsonaro e Mourão. Por um governo Popular". Além de alguns cartazes em alusão às vítimas pela Covid-19. Segundo os organizadores, o ato foi simbólico, por isso o pouco número de pessoas, com objetivo de evitar aglomeração.

Os manifestantes escolheram a porta do escritório da Renault, na avenida Guilherme Ferreira, para o ato simbólico. Isso porque, recentemente, a Renault promoveu a demissão de 747 trabalhadores na fábrica, em São José dos Pinhais (PR). Sentença judicial, proferida na quinta-feira (6), anulou as demissões e determinou a reintegração sob pena de multa diária de R$100 mil, mas a empresa automotiva anunciou que vai recorrer da decisão.

O ato simbólico também manifestou quanto a falta de respeito com a vida dos brasileiros, diante das consequências da pandemia. Ainda neste final de semana, o Brasil deve alcançar 100 mil óbitos pelo novo coronavírus. “A pandemia está matando por dia, mais pessoas no Brasil que nos Estados Unidos”, disse uma das organizadoras.

Além disso, o protesto também pediu a saída do presidente da República, através do chamado “Fora Bolsonaro”, devido sua postura negligente diante da pandemia e a falta de ações efetivas para a manutenção dos empregos. Segundo os organizadores, Jair Bolsonaro “deixa de tomar medidas efetivas para proteger os trabalhadores e opta pelo lucro, em detrimento da vida”. 

 

 

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