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CIDADE

Infectologista garante que cidade tem condições de abrir comércio

Com estrutura hospitalar ociosa, Uberaba pode movimentar a economia mantendo monitoramento e vigilância

30/05/2020 - 00:00:00. - Por Daniela Brito

Foto/Jairo Chagas

Cristina Hueb Barata, médica infectologista e membro do Comitê Técnico de Enfrentamento ao Coronavírus

Médica infectologista Cristina Hueb Barata assegura que a reabertura do comércio pode ser feita com segurança em Uberaba. Ela faz parte do Comitê Técnico de Enfrentamento à Covid-19, participando diretamente de todo trabalho realizado pelo município. “Nós temos feito estudos detalhados, quase que de hora em hora, a partir do surgimento de novos casos, detalhando toda situação. Se a cidade seguir regras sanitárias, tendo a colaboração da comunidade, mantendo monitoramento e vigilância, poderemos abrir o comércio”, assegura.

Ela informa que há uma estrutura hospitalar ociosa, que, além de gerar prejuízos econômicos, prejudica pacientes que precisam de atendimentos ou procedimentos médicos “e não conseguem por conta da limitação imposta por decretos que vêm e vão”. Além disso, a médica revela, do ponto de vista técnico, outra preocupação. Uberaba possui uma curva “achatada demais”, que dificulta o contato das pessoas com a doença para criarem imunidade. Tal situação, segundo ela, pode culminar numa implosão de casos. “Se eu seguro demais a mobilidade das pessoas, reduzo muito a exposição dos suscetíveis para criarem imunidade ao ter contato com o vírus. E corremos o risco de uma implosão de casos ocorrer quando o resto do país estiver livre da doença”, alerta.

A médica também explica que o aumento de casos se deu em decorrência da realização de testes rápidos e, muitas vezes, os infectados já estavam na fase final da doença e até recuperados. Neste sentido, ela diz que, mesmo com o crescimento da curva, há um aumento do número de recuperados. “E o trabalho é justamente dar condições de as pessoas se recuperarem e, ao mesmo tempo, manter baixa a taxa de ocupação hospitalar”, diz. Cristina Hueb diz que 80% das pessoas adquirem a forma leve da doença, e dos 20% restantes, apenas 5% necessitam de unidade de terapia intensiva (UTI). “E muitos que tiveram contato com a doença nem sabem disso. É uma característica dos vírus respiratórios”, explica.

Em relação ao uso da hidroxicloroquina e cloroquina, ela diz que o tratamento deve seguir acompanhamento rigoroso, para verificar se a pessoa tem ou não contraindicação aos medicamentos, verificando o histórico do paciente e realizando exames antes de serem ministrados, além da autorização pessoal.

 

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