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Uberaba, 27 de maio de 2020 -

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UPA São Benedito pode ser usada para atender casos que não estejam ligados à Covid-19

Secretário de saúde explica que Uberaba tem, atualmente, 120 leitos com respiradores

10/04/2020 - 00:00:00. - Por Michelle Rosa

A Unidade de Pronto Atendimento São Benedito pode ser usada como hospital de retaguarda para atendimentos de casos clínicos, não relacionados ao novo coronavírus. A informação foi repassada pelo secretário municipal de saúde, Iraci Neto, à reportagem do JM Online.

De acordo com o secretário, a estratégia está dentro do plano de contingenciamento da pasta e tem por objetivo atender todas as demandas de saúde do município.

“A UPA São Benedito está sendo preparada se precisar também como hospital de retaguarda, para atender outros casos, para que a gente não encaminhe os pacientes para esses hospitais que estão atendendo os casos de Covid-19. Exemplo: um caso de clínica médica que não seja Covid, ficará destinado a este local, para evitar o contato. Vamos aproveitar os espaços que temos, porque lá também já foi um hospital e está preparado”, explica Iraci Neto.

Rede de saúde de Uberaba tem 120 leitos com respiradores
Questionado sobre o número real de leitos para atendimento em Uberaba, o secretário de Saúde, Iraci Neto, destaca que o município atualmente tem na rede pública de saúde em torno de 80 leitos de UTI, todos com respiradores, dentro dos hospitais que atendem SUS. Além disso, o município tem mais cerca de 40 leitos da rede privada, para atendimento de todo sistema de saúde e não só casos de coronavírus.

“Hoje o Hospital Regional tem um bloco de UTI livre para realizar os atendimentos ligados à Covid, com capacidade operacional de 173 leitos de enfermaria e UTI juntos, tendo a possibilidade de 80 leitos só de UTI. Logicamente que estamos com falta de respirador e recorremos ao Ministério da Saúde, requisitamos empréstimos a clínicas e hospitais aqui que tenham um quadro de reserva, tendo em vista que Uberaba tem hoje 250 respiradores entre ativos e inativos em manutenção”, explica o secretário.

Ainda de acordo com Iraci, dentro do plano de atendimento aos casos, o Hospital São José, que recentemente foi limpo e teve todo mobiliário e equipamentos médicos transferidos para o HR, pode também ser ocupado. “No Hospital São José existem quase 50 leitos, vamos cadastrá-los e vamos solicitar que eles sejam habilitados como leitos de retaguarda de cuidados prolongados de pacientes que passaram por leitos de UTI, como extensão do Hospital Regional. Sem falar que podemos transformar a estrutura em mais 10 leitos de UTI aproveitando todo estrutura”, conta Iraci.

O secretário também explica que esse é o plano de contingência do município, já aprovado pelo Estado. “Em casos de sobrecarga, o Mário Palmério Hospital Universitário passa atender também Covid para o SUS, e se atingir a capacidade de 50% temos o HC-UFTM que, se necessário, também passará a atender Covid. Temos um planejamento para atender todos os estágios dentro das necessidades. Logicamente estamos nos preparando para o pior. São chamados de estágios e estamos no inicial, que está atendendo perfeitamente às nossas necessidades”, descreve.

De acordo com último boletim epidemiológicos, Uberaba tem 16 casos confirmados de Covid-19. O número de notificações de Síndrome Gripal é de 601. São 86 casos que tiveram amostras coletadas. 29 aguardam resultado e 44 testaram negativo. A cidade permanece com um óbito local sendo investigado. Dos casos suspeitos, 8 estão internados e dos confirmados dois estão hospitalizados. Até o momento 3 pacientes foram considerados curados no município.

“Começamos fazer um trabalho para pegar todos os dados desde o dia 23 de fevereiro, de números para análise de riscos, para trabalhar a curva da cidade. Então temos uma curva estável, dentro da comparação de projeções nacionais e comparando com cidades da região e com Minas. Estamos numa curva crescente, mas de forma unitária, com um crescimento lento”, analisa.

Sobre as possíveis mortes pela doença no município, o secretário está otimista. “Recebemos algumas análises de algumas instituições, mas que não são oficiais em relação a percentuais, se fala em 200 entre 300 mortes em Uberaba, mas não temos nenhuma fundamentação científica, e não acredito que vamos atingir esses números, até porque estamos numa curva lenta, contínua e unitária. Dando a projeção de alargamento dela ao longo dos dias meses. Logicamente mantendo todas as medidas sabendo que Uberaba já tem uma transmissão comunitária”, conclui o secretário.
 

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