JM Online

Jornal da Manhã 48 anos

Uberaba, 23 de setembro de 2020 -

BUSCAR EM TODAS AS SEÇÕES BUSCAR
Buscar

Sindicato tenta evitar corte das horas excedentes de educadores do município

A administração alega que o pagamento somente pode ser feito com o trabalho devidamente realizado

25/03/2020 - 20:12:17. - Por Gisele Barcelos Última atualização: 26/03/2020 - 06:31:30.


Com suspensão de aulas, educadores da rede municipal temem corte no valor dos salários. Sindicato que representa a categoria protocolou ofício esta semana e solicitou a manutenção integral dos vencimentos, inclusive do valor das horas excedentes.

Em nota, a direção do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba) lembra que o pagamento das aulas excedentes já foi cortado no ano passado, quando a Prefeitura suspendeu o início das aulas por contingenciamento de recursos.

O texto argumenta que parte da renda dos profissionais vem do pagamento das aulas excedentes e o corte pode comprometer financeiramente os professores da rede municipal.

“Estamos num período em que as pessoas precisam ficar em casa com a tranquilidade necessária como prevenção da pandemia do coronavírus. Estamos tentando garantir que os educadores possam cuidar das famílias sem se preocupar com corte nos salários”, aponta o líder sindical, Bruno Ferreira.

As aulas excedentes são as que sobram nas escolas após completar os cargos com professores efetivos e contratados. Elas são oferecidas aos profissionais do ensino da própria escola para evitar a contratação de professores com cargos fracionados em muitas escolas.

Questionado, o secretário municipal de Administração, Rodrigo Vieira, posicionou que a demanda foi encaminhada para análise do departamento jurídico da Prefeitura e o entendimento é que as horas excedentes seriam uma espécie de hora extra. Por isso, não há como fazer o pagamento sem que o trabalho tenha sido executado.

“No momento em que o trabalho não é realizado, não temos a condição de pagar. A lógica é essa para não cometermos nenhuma ilegalidade. Na visão do jurídico, se pagarmos por algo que a pessoa não produziu, seria um ato de improbidade”, afirma.
 

Leia mais


DESENVOLVIDO POR Companhia da Mídia