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Uberaba, 22 de janeiro de 2021 -

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#Coronavírus: disputado, álcool gel está em falta em Uberaba

O que Uberaba tem visto é uma verdadeira corrida em busca do produto e, quem acha, compra muitas unidades

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19/03/2020 - 17:34:29. - Por Carol Rodrigues Última atualização: 20/03/2020 - 08:35:11.

“Faz um tempinho que acabou”. “Sem previsão para chegar”. “Chegou e acabou”. Essas são algumas frases que o consumidor tem escutado quando vai em busca de álcool gel. Em sete estabelecimentos pesquisados pela reportagem do JM Online, nenhum revelou ter o produto, um item essencial no combate ao novo coronavírus (SARS-Cov-2). Vale lembrar que, para ter eficácia contra a Covid-19, o produto deve ter concentração de 70%.

Das três farmácias questionadas, apenas uma tem previsão de chegada do item, no caso para esta sexta-feira (20). Em uma delas, o álcool em gel está em falta desde o último sábado (14). Em outra, a atendente nem se lembrava mais quando o produto acabou.

Nos supermercados, a situação é a mesma. Em uma unidade atacadista, o item deve ser reabastecido na semana que vem. Em outro estabelecimento, o produto esgotou no início desta semana e não há previsão de voltar às prateleiras do local. 

“Parece que as pessoas estão fazendo plantão para comprar álcool em gel. Abastecemos a prateleira e de repente está vazia”, relata uma das atendentes.

Presidente da Associação Comercial Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu) e proprietário da Klin Shop, empresa especializada em limpeza, Anderson Cadima afirma que, no estabelecimento, a procura mais que triplicou.

“Minha última remessa chegou na terça-feira (17) e acabou no mesmo dia", diz ele. A remessa a qual Cadima se refere gira em torno de 1.000 galões de 5l e 1.000 refis de 80 ml.

O empresário também pontua que a lista de clientes cresce. “Sempre atendemos bastante as áreas de saúde e lazer. Mas, agora, muitas pessoas que nunca vieram na loja ou estiveram aqui há bastante tempo, estão comprando de nós, e em quantidade grande”, relata. E acrescenta: “Tenho 120 pedidos parados.”

Sobre o comércio, o presidente da Aciu diz que é complicado avaliar. “Não sabemos se o prefeito vai decretar o fechamento do comércio. O que a gente enxerga lá na frente é uma dificuldade de pagamento. De funcionários, de impostos. E quem não tiver caixa, como vai fazer? Será um efeito cascata”, considera.

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