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CIDADE

Taxa da Aneel de excedente da de energia solar divide o setor

Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou esta semana proposta de se cobrar valores para energia produzida a mais e que é destinada à rede

19/10/2019 - 00:00:00. - Por Luiz Gustavo Rezende Última atualização: 19/10/2019 - 17:53:07.

Empresários do ramo de energia solar que participam da 7ª ExpoCigra divergem sobre a proposta de taxar o excedente da energia elétrica gerada a partir de placas fotovoltaicas em residências. A medida partiu da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) esta semana. 

Alexandre Reis Cristino, da empresa Procel, lamentou que a proposta chega em um momento em que diversas empresas do Brasil e do exterior investem no setor e geram emprego. “Isso pode desestimular novos investimentos. O investidor, tanto nacional quanto internacional, vendo um órgão que deve atuar para ajudar o setor propor taxação extra, ele deixa de investir e isso reflete negativamente em uma série de outros setores da economia”, lamenta.

Ainda de acordo com Alexandre, a medida proposta pela Aneel pode tornar inviáveis contratos para financiamentos em cursos e projetos já estabelecidos. “Imagina as pessoas que investiram para gerar a própria energia e fizeram o projeto para pagar em 15 anos, com a taxa, pode tornar o projeto inviável. E os contratos que estão em curso e não tinham previsão dessa taxa vão travar”, lamenta. 

Robson Santos, diretor comercial da Inova Energy, pondera que, mesmo com a implementação da proposta da Aneel, o investimento na geração de energia elétrica a partir dos raios solares continuará sendo viável. “Investir na tecnologia de geração de energia solar continuará sendo interessante. Essa proposta da Aneel vai atingir quem gerar muito excedente na rede”, posiciona. Santos esclarece que residências que gerarem a energia e já consumirem, sem enviar a produção excedente para a rede, não serão atingidas pela proposta. “Essa taxa será apenas para o excedente que for enviado à rede, então, quem tiver um sistema que produz muito excedente, terá um percentual retido. Por isso acredito que não deve haver desestímulo a investimentos e comercialização”, afirma.

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