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CIDADE

Cerca de 3 mil portadores de HIV na região estão sem tratamento

Na área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde são cerca de 6 mil portadores de HIV e apenas a metade está em tratamento

05/10/2019 - 00:00:00. - Por Marconi Lima Última atualização: 05/10/2019 - 08:40:14.

Foto/Israel Júnior


Nilton Resende, presidente da ONG Saiba Viver com HIV, disse que os dados são preocupantes

Mais de seis mil pessoas são portadoras do vírus HIV na região do Triângulo Sul, área de 27 municípios da Superintendência Regional de Saúde de Uberaba. Os dados foram apresentados pelo presidente da ONG Saiba Viver com HIV, Nilton Resende, durante entrevista ao JM News 1ª Edição, da Rádio JM 95,5 Mhz

Ele revelou ainda dados considerados preocupantes: que do total de portadores do HIV identificados na região, apenas metade é assistida com o tratamento antirretroviral. Para Resende, o desafio é fazer com que todos os pacientes recebam os medicamentos para melhorar a qualidade de vida.

Nilton Resende reforçou que a prevenção é importante, pois a Aids é uma doença que não tem cura. E nesse trabalho de alerta às pessoas sobre os riscos de contaminação, foi realizado nesta sexta-feira o 1º encontro de jovens mobilizadores de prevenção combinada no Estado de Minas Gerais.

O evento foi promovido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Terra das Andorinhas. O objetivo foi reunir adolescentes e jovens para discutir e refletir sobre os temas relacionados à saúde, cidadania, vulnerabilidades, empoderamento, prevenção das IST/HIV/Aids e Hepatites, gravidez não planejada, entre outros assuntos, visando contribuir para que os participantes revisem seus conhecimentos e práticas de autocuidado e prevenção, na construção de um projeto de vida saudável.

Lia Mussi, vice-presidente da Oscip Terra das Andorinhas, chamou atenção para o crescimento da contaminação por HIV entre os jovens. 

“Jovens de 15 a 24 anos estão entre os maiores índices de contaminação com o HIV. O nosso projeto visa capacitar os jovens para a prevenção, não apenas do vírus HIV, como também de outras doenças sexualmente transmissíveis. Queremos também que esses jovens sejam multiplicadores dessas informações”, destacou Lia.

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