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CIDADE

Usuária se queixa da falta de vacina contra poliomielite na rede pública

Moradora do bairro Fabrício reclamou da falta da vacina contra a poliomielite na rede pública de Uberaba há mais de um mês

24/07/2019 - 00:00:00. - Por Luiz Gustavo Rezende Última atualização: 24/07/2019 - 14:00:38.

Moradora do bairro Fabrício reclamou da falta da vacina contra a poliomielite na rede pública de Uberaba há mais de um mês. As reclamações foram enviadas por meio do aplicativo de mensagens do Jornal da Manhã [99777-7900]. 

A moradora, que pediu anonimato sobre sua identidade, revelou que a primeira vez que procurou a vacina foi no dia 24 de junho, data em que o filho dela completou um ano e três meses e teria que receber o reforço da vacina. “Eu fui até a unidade de saúde Eurico Vilela, que é a mais próxima de onde moro, e fui informada que tinham acabado as vacinas”, aponta.

De acordo com ela, após diversas tentativas frustradas de conseguir o medicamento, ela começou a ligar em outras unidades, em busca da vacina para o filho. “Depois de um tempo comecei a ligar nas unidades de saúde dos outros bairros, mas em nem uma eu consegui”, expõe. Ela revelou que cogita buscar a vacina em outra cidade. “O meu filho está com a vacina atrasada há um mês, não posso esperar mais. Vou ter que buscar em alguma cidade vizinha”, queixa-se.

A reportagem do Jornal da Manhã ligou em três Unidades Básicas de Saúde de Uberaba, e em todas recebeu a informação que não havia a vacina nem a previsão de chegada. Acionada, a Prefeitura Municipal de Uberaba respondeu, em nota que, “de acordo com a Secretaria de Saúde, o Estado recebeu poucas doses do governo federal e, com isto, foi preciso otimizar a distribuição de doses para atender a população. Por este motivo, a SMS informou que, devido ao desabastecimento via Superintendência Regional de Saúde, teve que mudar a estratégia de distribuição da vacina VOP (poliomielite)”. 

Nas unidades particulares a imunização abrange outras doenças e chega a R$ 450. Se existe falta na rede pública, nas unidades de vacinação particulares o cenário é outro. Com estoque para atender à demanda, o problema é o valor da dose. Em consulta, a reportagem encontrou a imunização entre R$200, o menor valor, e R$450, o maior preço.

De acordo com Leidejane Pereira da Silva, enfermeira responsável técnica, o alto valor do medicamento se dá porque o medicamento adquirido na rede particular tem maior abrangência. “Nossa vacina é diferente da vacina oferecida na rede pública e tem maior proteção. Previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, hemófilos e pólio 1, 2 e 3. Outro benefício apontado por Leidejane é que a vacina oferecida por clínicas tem maior eficácia. Isso porque sua aplicação é feita de forma intramuscular e na rede pública é através da gotinha.

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