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Em cinco anos, quase 350 pessoas morreram no trânsito em Uberaba

Na região, composta por 27 municípios, são 891 mortes registradas em acidentes e a maior parte representa acidentes de carro

19/05/2019 - 00:00:00. - Por Luiz Gustavo Rezende Última atualização: 19/05/2019 - 17:47:08.

Foto/André Santos


Várias atividades de conscientização estão sendo realizadas na cidade durante a campanha Maio Amarelo
 

Notícia frequente nas páginas do Jornal da Manhã, as mortes no trânsito em Uberaba, de 2013 até 2017, somaram 345. Os números de outras cidades da região também são altos, conforme dados da Superintendência Regional de Saúde de Uberaba (SRS), que apontam 891 óbitos no mesmo período na regional, composta por 27 municípios.

Os automóveis são os que mais vitimaram, com 163 casos; em segundo lugar são mortes com veículos não identificados, com 80 casos; em terceiro são os motociclistas, sendo que 59 morreram por acidentes de trânsito nos cinco anos apurados; e em quarto lugar são os pedestres, com 43 – totalizando 345 mortes por acidentes de trânsito, especificamente em Uberaba. Do número total da região, com 376 mortes, isto é, 42,20% aconteceram com automóveis. Em segundo lugar na regional estão os acidentes com motociclistas, sendo contabilizadas 139 mortes nestes últimos cinco anos, representando 15,6% do total.

No mês de conscientização para boas práticas no trânsito e prevenção contra acidentes – campanha Maio Amarelo –, a próxima semana será, novamente, intensa. Nesta segunda-feira (20) haverá palestra na igreja Nossa Senhora Aparecida, localizada na avenida Santos Dumont. Tem, ainda, ação junto à Polícia Rodoviária Estadual, no dia 23. Fechamento da semana será com palestra no Sebrac, na sexta-feira (24). 

Brasil não deverá conseguir reduzir em 50% o número de acidentes até 2020. Brasil não deve alcançar a meta para 2020 de redução de acidentes, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O índice de queda começou a vigorar em 2011 e estabelece 50% de diminuição de mortes por acidente no trânsito. Porém, até 2018, o percentual diminuiu apenas 14%. Durante todo o ano de 2017, 41.151 pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito. Em 2010, quando o tratado foi assinado, 40.610 pessoas morreram em acidentes de trânsito. Desse total, 95% estavam em idade economicamente ativa, ou seja, tinham entre 18 e 65 anos. O número impacta negativamente na economia de famílias e, também, na arrecadação do país. 

Apenas no primeiro semestre de 2018, as mortes resultaram em prejuízo de R$95 bilhões para o Brasil. No mesmo período foram contabilizadas 19 mil mortes e 20 mil casos de invalidez. O número é tão expressivo que estudo do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, da Escola Nacional de Seguros, aponta que 60% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) são ocupados por pessoas que se acidentaram no trânsito. O número de mortes tem oscilado ao longo do tempo, mas novas formas de inibir acidentes foram importantes como a implementação da Lei Seca.

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