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Uberaba, 22 de setembro de 2019 -

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CIDADE

Procon intensifica fiscalização de preços dos combustíveis, mas descarta cartel em Uberaba

Em entrevista à Rádio JM, presidente Rodrigo Mateus explicou que a formação de um cartel não é pelo valor igual a ser praticado, mas sim a constatação de combinação de preço pelos empresários

- Por Letícia Morais Última atualização: 07/06/2017 - 10:56:31.

 Nas últimas semanas, o consumidor tem visto um verdadeiro duelo entre os donos de postos de combustíveis de Uberaba. O uso de um aplicativo de descontos por um posto, permitindo desconto aos usuários, teria levado outro a declarar batalha de preços à concorrência.

Devido à intensa oscilação de preços na cidade, a Fundação Procon acompanha desde o fim da última semana a comercialização de combustíveis. “Ela (a “guerra”) é benéfica para o consumidor. Temos visto que os consumidores têm tentado aproveitar esse momento da melhor forma possível, abastecendo seus carros e prestigiando aqueles postos que estão praticando preços mais acessíveis”, afirma o presidente do Procon, Rodrigo Mateus.

Questionado pela reportagem se essa variação nos preços praticados poderia ser em decorrência de um possível desentendimento entre proprietários de postos, o presidente da fundação argumenta ser esta uma questão complexa. “Para falar em cartel, precisamos ter muito claro que o que configura o cartel, mas não é o preço semelhante. O que configura o cartel é a combinação de preços. É saber que os empresários A, B e C estão combinando entre si para estabelecer um determinado preço e atingir determinado grupo de clientes”, explica.

Nesse sentido, Rodrigo Mateus reforça que para constatar um possível cartel na cidade, seria preciso que ter um empresário denunciando o crime. “Outra forma de ter a prova de que esses empresários estão combinando é se policiais estiverem infiltrados no meio do setor para descobrir essas informações”, conclui.

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