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CIDADE

Movimento dos docentes critica decisão do STF sobre corte de ponto

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou na quinta-feira (27) o corte de ponto de servidores públicos que deliberarem por greve

- Por Letícia Morais Última atualização: 29/10/2016 - 21:40:48.

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou na quinta-feira (27) o corte de ponto de servidores públicos que deliberarem por greve. Os órgãos públicos podem fazer o corte dos dias parados antes de uma decisão da Justiça que considere a greve ilegal.

Por isso, diretora da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (Aduftm), Valéria Roque, salientou que houve reunião jurídica com o objetivo de entender a decisão do Supremo e analisar o que pode ser feito sem atrapalhar o movimento. “Nós aguardamos uma orientação do Andes-SN e nesse momento não posso oficializar as orientações jurídicas que obtivemos, mas já estamos tentando achar brechas jurídicas para não termos impedimento e nem atestar ao empregador de estarmos faltosos ao trabalho”, adianta a diretora da Aduftm, destacando que os docentes estão paralisados nas atividades acadêmicas, mas presentes na universidade. “Não faltosos ao nosso trabalho. Estaremos disponíveis para a universidade, mas não estaremos ministrando aulas. Até porque os discentes estão em greve, se não tenho aluno para ministrar aula, não posso ser penalizada por esse tipo de questão”, analisa Valéria Roque.

Na avaliação de Valéria, a tomada de decisão do STF atende aos interesses daquilo que o governo hoje tem tentado conseguir como aliança, para fazer com que todo o pacote de medidas seja aprovado. “Afronta diretamente um direito conquistado por nós há anos e afronta a Constituição. Sabemos que o Supremo é a instância máxima, por isso vamos tentar agora ver de que maneira nós não iremos caracterizar evasão no nosso local de trabalho. Deixando claro que isso é uma decisão absurda e arbitrária”, finaliza.

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